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PRIMEIRA PARTE-NOÇÕES PRELIMINARES-Capítulo IV-Dos sistemas–itens: 47-51 (Estudo 11 de 133)

       

Reflexão

1. Qual o inconveniente do sistema otimista?

2. No que consiste a variedade deste sistema?

3. No sistema multispírita ou polispírita a que equívocos podemos incorrer?

4. Destaque o que achar mais importante das consequências gerais do estudo da codificação, resumidas e compiladas por Kardec.

5. Os diferentes graus por que passam os Espíritos se acham indicados na Escala Espírita (O Livro dos Espíritos, parte II, capítulo I, n. 100). Faça um breve resumo destes graus de classificação.

6. No que consiste o sistema de alma material e por que não pode ser racionalmente aceito?
 
PRIMEIRA PARTE-NOÇÕES PRELIMINARES-Capítulo IV-Dos sistemas–itens: 47-51 - Conclusão Voltar ao estudo
 
CONCLUSÃO

1. Os que seguem este sistema, ou acreditam nele, supõem que, estando liberta da matéria a alma, nenhum véu mais lhe encobre coisa alguma, devendo ela, portanto, possuir a ciência e a sabedoria supremas. A confiança cega, nessa superioridade absoluta dos seres do mundo invisível, tem sido, para muitos, a causa de não poucas decepções. Esses aprenderão à sua custa a desconfiar de certos Espíritos, quanto de certos homens.

2. Como variedade do sistema otimista, temos o que se baseia na crença de que um único Espírito se comunica com os homens, sendo esse Espírito o Cristo, que é o protetor da Terra. negar a possibilidade de qualquer outra comunicação subtrai ao Espiritismo o que este tem de mais suave: a consolação dos aflitos.

3. Se nos detivermos na superfície das coisas, estaremos nos expondo a formular juízo prematuro e, conseguintemente, errôneo. Isso vale para qualquer área da vida humana, mas principalmente em relação ao Espiritismo.

4.
1º Os fenômenos espíritas são produzidos por inteligências extracorpóreas, às quais também se dá o nome de Espíritos;
2º Os Espíritos constituem o mundo invisível; estão em toda parte;
3º Os Espíritos reagem incessantemente sobre o mundo físico e sobre o mundo moral e são uma das potências da Natureza;
4º Os Espíritos não são seres à parte, dentro da criação, mas as almas dos que hão vivido na Terra, ou em outros mundos, e que despiram o invólucro corpóreo;
5º Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância;
6º Todos estão submetidos à lei do progresso e podem todos chegar à perfeição;

5. Allan Kardec apresenta uma classificação prática dos diversos Espíritos, de acordo com seu progresso intelecto-moral. Lembra o Codificador que esta classificação não é estanque, existindo inúmeras variações entre uma classe e outra, e que Espírito algum permanecerá eternamente na mesma classe, pois o progresso é uma fatalidade na Lei Divina.

Primeira Ordem: Espíritos Puros
Os Espíritos que compõe a primeira ordem percorreram todos os degraus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais de sofrer provas e expiações. Não estão mais sujeitos às reencarnações, mas podem, ocasionalmente, reencarnarem como grandes missionários. Gozam de inalterável felicidade e sua superioridade intelectual e moral em relação aos outros Espíritos é absoluta. São os mensageiros de Deus, na direção dos mundos, sistemas planetários e galáxias.
O único Espírito puro a encarnar no nosso orbe foi Jesus.
Esta ordem apresenta uma única classe (1ª classe);

Segunda Ordem: Espíritos Bons
Observa-se nesses Espíritos, predomínio do Espírito sobre a matéria, desejo do bem; buscam Deus conscientemente, mas ainda terão de passar por provas; uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais.
Esta ordem apresenta quatro classes principais:
2ª Classe: Espíritos Superiores: reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade; buscam comunicar-se com os que aspiram à verdade; encarnam-se na Terra apenas em missão de progresso e caracterizam o tipo de perfeição a que podemos aspirar neste mundo;
3ª Classe: Espíritos Prudentes: elevadas qualidades morais e capacidade intelectual que lhes permitem analisar com precisão os homens e as coisas;
4ª Classe: Espíritos Sábios: amplitude de conhecimentos aplicados em benefício dos semelhantes; têm mais aptidão para as questões científicas do que para as morais;
5ª Classe: Espíritos Benévolos: seu progresso realizou-se mais no sentido moral do que no intelectual; a bondade é a qualidade dominante.

Terceira Ordem: Espíritos Imperfeitos
Predomínio da matéria sobre o Espírito. Propensão ao mal. Têm a intuição de Deus, mas não o buscam através de atos e pensamentos. Apresentam idéias pouco elevadas.
Apresenta cinco classes:
6ª Classe: Espíritos Batedores ou Perturbadores: sua presença manifesta-se por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas e deslocamento de corpos sólidos;
7ª Classe: Espíritos Neutros: apegados às coisas do mundo, não são bons o suficiente para praticarem o bem, nem maus o bastante para fazerem o mal;
8ª Classe: Espíritos Pseudo-Sábios: possuem grande conhecimento, mas julgam saber mais do que sabem; sua linguagem tem caráter sério, misturando verdades com suas próprias paixões e preconceitos;
9ª Classe: Espíritos Levianos: são ignorantes e inconseqüentes, mais maliciosos do que propriamente maus; linguagem alegre, irônica e superficial;
10ª Classe: Espíritos Impuros: o mal é o objeto de suas preocupações; sua linguagem é grosseira e revela a baixeza de suas inclinações.

6. Este sistema considera que a alma e o perispírito não seriam distintos um do outro, ou, melhor, o perispírito seria a própria alma, a se depurar gradualmente por meio de transmigrações diversas, como o álcool se depura por meio de diversas destilações, ao passo que a Doutrina Espírita considera o perispírito simplesmente como o envoltório fluídico da alma, ou do Espírito. Sendo matéria o perispírito, se bem que muito etérea, a alma seria de uma natureza material mais ou menos essencial, de acordo com o grau da sua purificação, portanto diferente do Espírito.

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