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B034 – Capítulo 20 – Incursão ao passado, Primeira Parte (Estudo 20 de 20)

       

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – CVDEE
Sala de Estudos Manoel Philomeno
Livro em estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco
B034 – Capítulo 20 – Incursão ao passado, Primeira Parte

Capítulo 20
Incursão ao Passado

872. “A questão do livre arbítrio se pode resumir assim: O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir.”… “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” — Parte 3ª — Capítulo 10º. - Comentário

Fomos incumbidos de acompanhar pessoalmente o Coronel Santamaría e senhora, cuidando de trazê-los de volta àquele recinto, à hora programada para a segunda fase das operações de socorro da noite.
Embora o silêncio a que se entregaram os cônjuges, eu podia acompanhar-lhes a evocação mental das cenas desenroladas minutos antes.
Chegando ao lar, enquanto se serviam de lanche frugal, os esposos teceram considerações elevadas sobre os acontecimentos, conseguindo o pai de Ester traduzir a esperança e o júbilo que ora sucediam à angústia que dele se apossara em face das revelações de Matias. Agradecia a Deus a salutar oportunidade, prometendo empenhar-se quanto lhe permitissem as forças a fim de se reabilitar do doloroso drama, que ocasionara, sem o desejar.
Havia no lar, ora bafejado pelas saturações da prece constante e sob o contínuo das vibrações edificantes, decorrentes das leituras e comentários elevados, uma psicosfera superior, envolvente, que produzia bem-estar, diferindo expressivamente de quando fôramos ali por primeira vez.
Recolhendo-se ao leito, não sem antes lerem oportuna página mediúnica de excelente Obra que mantinham na mesa de cabeceira e orarem, paulatinamente adormeceram.
Ato contínuo providenciamos a recondução dos mesmos, em desdobramento parcial, pelo sono, à sede da Sociedade Espírita e os alojamos em local adredemente reservado.
Entidades amigas que cooperavam com o responsável pelas tarefas encontravam-se presentes, depois de terem conduzido outros membros da equipe.
A pouco e pouco chegaram os demais participantes da nobre realização.
Chamou-me a atenção a facilidade com que se movimentava o médium Joel e a alta lucidez que o possuía, em incontida alegria com a esposa desencarnada. Com simpatia o nubente terreno apresentou-nos a consorte que o auxiliava quanto lhe era permitido em realizações dessa natureza.
Cativou-nos a segurança do esposo e a confiança tranqüila da perene noiva... Aquilo traduzia o lenitivo que o amor coloca na ferida da saudade, mas, sobretudo, resultava do conhecimento da vida espiritual aplicado à vivência no cotidiano.
Sopitando o desejo de tecer considerações sobre como acompanhava a tarefa do marido, estando na Espiritualidade, vi-os dirigirem-se aos nossos companheiros, exteriorizando as justas alegrias que os possuíam.
À hora própria o benfeitor Bezerra de Menezes convidou-nos à observância do silêncio e da concentração, enquanto se afastava, convidando-nos a mim e ao irmão Melquíades.
Dirigimo-nos à Casa de Saúde, a fim de trazer Ester, cuja presença se fazia imprescindível àquele momento.
Graças às superiores possibilidades do Diretor espiritual, este prestamente desenovelou a paciente das densas malhas em que se enredava, nos fluídos orgânicos, conduzindo-a em espírito, dominada por sono profundo e reparador.
Os passes ministrados pelo irmão Melquíades, com regular freqüência, na enferma, desde que se iniciara a terapêutica desobsessiva, com o afastamento de Matias, retido em nosso círculo de atividades, produziam estimulantes resultados. Da agressividade e da apatia em que se alternavam os seus estados emocionais, passou à reflexão, com momentos de lucidez e discernimento que constituíam refrigério no tormento demorado em que sucumbia.
Lamentavelmente. o descaso a que fora relegada e diante da negligência que lhe era votada por pessoas irresponsáveis, não se davam conta, no Hospital, dos bonançosos sinais da recuperação.
A Rosângela, porém, interessada pela padecente, toda sintomatologia nova, abençoada, era observada e narrada com emoção estimulante aos pais, que registravam os efeitos benéficos com crescente entusiasmo.
Supõem muitos profissionais da Medicina e da Enfermagem que de outra terapêutica não dispõem, quando falham os recursos clássicos... Em razão disso, relegam os pacientes à própria sorte, deles cansados, procurando não perder tempo com os casos irrecuperáveis. Olvidam, no entanto, a terapia do amor, a psicoterapia do entendimento e da atenção.
Quando o dr. Pinel foi criticado por desejar libertar das correntes em que sofriam os loucos aos seus cuidados, em Bicêtre, em Paris, perguntaram-lhe, zombeteiros, os colegas:
— “Se não os puderes curar, que farás com eles?
— “Amá-los-ei” — respondeu, como sacerdote do espírito. —Farei sentirem-se criaturas humanas outra vez. Dar-lhes-ei atenção.”
Quando os métodos de qualquer mister, na Terra, estiverem sob a diretriz segura da técnica e o inspirador amparo, simultâneo dos braços de Jesus, muitos males serão evitados e frutos opimos recolhidos.

QUESTÕES PARA ESTUDO

1 – Como estava o ambiente espiritual da casa do Coronel Santamaria?

2 – E quanto a Ester, como ela estava?

3 – Qual crítica Philomeno faz ao tratamento realizado por essas clínicas psiquiátricas?

Bom estudo a todos!! Participem!!
Equipe Manoel Philomeno
  Conclusão deste estudo 
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