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B002 – Prolusão – A equipe de trabalho (Estudo 2 de 20)

       

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – CVDEE

Sala de Estudos Manoel Philomeno

Livro em estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974

Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco

B002 – Prolusão – A equipe de trabalho

PROLUSÃO

Tendo em vista o grave problema da obsessão, que aflige multidões e as infelicita, o grupo que se afeiçoe a esse ministério de socorro a obsidiados e obsessores deve observar, pelo menos, os seguintes requisitos mínimos:

1) A equipe de trabalho
Toda e qualquer tarefa, especialmente a que se destina ao socorro, exige equipe hábil, adredemente preparada para o ministério a que se dedica.
O operário siderúrgico, a fim de poder executar o trabalho junto às fornalhas de alta temperatura, resguarda-se, objetivando a sobrevivência, e adestra-se, a benefício de resultados vantajosos.
O tecelão preserva o aparelho respiratório com máscaras próprias e articula habilidades que desdobra, de modo a atender aos caprichos de padronagem, cor e confecção com os fios que lhe são entregues.
O agricultor apreende os cuidados especiais de que necessitam o solo, a semente, a planta, a floração e o fruto, com o fito de recolher lucros no labor que enceta.
O mestre, o cirurgião, o artista, o engenheiro, o expositor, o escrevente, todos os que exercem atividades, modestas ou não, se dedicam com carinho e especializam-se, adquirindo competência e distinção com o que se capacitam às compensações disso decorrentes.
No que tange às tarefas da desobsessão, não menos relevantes são os valores e qualidades especiais exigíveis, para que se logre êxitos.
Nos primeiros casos, necessita-se de fatores materiais, intelectivos e artísticos, inerentes a cada indivíduo que se dedica ao mister, seguindo a linha vocacional que lhe é própria ou estimulado pelas vantagens imediatas, através das quais espera rendas e estipêndios materiais.
No último caso, deve-se examinar a transcendência do material em uso — sutil, impalpável, incorpóreo — a começar desde a organização mediúnica até as expressões de caráter moral das Entidades comunicantes.
A equipe que se dedica à desobsessão — e tal ministério somente é credor de fé, possuidor de valor, quando realizado em equipe, —que a seu turno se submete à orientação das Equipes Espirituais Superiores — deve estribar-se numa série incontroversa de itens, de cuja observância decorrem os resultados da tarefa a desenvolver.
O “milagre” tão amplamente desejado é interpretação caótica e absurda de fatos coerentes, cuja mecânica escapa ao observador apressado. Não ocorre, portanto, uma vez que tudo transcorre sob a determinação de leis de superior contextura e de sábia execução.
Assim, faz-se imprescindível, na desobsessão, quando se pretende laborar em equipe:
a) harmonia de conjunto, que se consegue pelo exercício da cordialidade entre os diversos membros que se conhecem e se ajudam na esfera do quotidiano;
b) elevação de propósitos, sob cujo programa cada um se entrega, em regime de abnegação, às finalidades superiores da prática medianímica, do que decorrem os resultados de natureza espiritual, moral e física dos encarnados e dos desencarnados em socorro;
c) conhecimento doutrinário, que capacita os médiuns e os doutrinadores, assistentes e participantes do grupo a uma perfeita identificação, mediante a qual se podem resolver os problemas e dificuldades que surgem, a cada instante, no exercício das tarefas desobsessivas;
d) concentração, por meio de cujo comportamento se dilatam os registros dos instrumentos mediúnicos, facultando sintonia com os comunicantes, adredemente trazidos aos recintos próprios para a assistência espiritual;
e) conduta moral sadia, em cujas bases estejam insculpidas as instruções evangélicas, de forma que as emanações psíquicas, sem miasmas infelizes, possam constituir plasma de sustentação daqueles que, em intercâmbio, necessitam dos valiosos recursos de vitalização para o êxito do tentame;
f) equilíbrio interior dos médiuns e doutrinadores, uma vez que, somente aqueles que se encontram com a saúde equilibrada estão capacitados para o trabalho em equipe. Pessoas nervosas, versáteis, susceptíveis, bem se depreende, são carecentes de auxílio, não se encontrando habilitadas para mais altas realízações, quais as que exigem recolhimento, paciência, afetividade, clima de prece, em esfera de lucidez mental. Não raro, em pleno serviço de socorro aos desencarnados, soam alarmes solicitando atendimento aos membros da esfera física, que se desequilibram facilmente, deixando-se anestesiar pelos tóxicos do sono fisiológico ou pelas interferências da hipnose espiritual inferior, quando não derrapam pelos desvios mentais das conjecturas perniciosas a que se aclimataram e em que se comprazem.
Alegam muitos colaboradores que experimentam dificuldades quando se dispõem à concentração. No entanto, fixam-se com facilidade surpreendente nos pensamentos depressivos, lascivos, vulgares, graças a uma natural acomodação a que se condicionam, como hábito irreversível e predisposição favorável.
Parece-nos que, em tais casos, a dificuldade em concentrar-se se refere às idéias superiores, aos pensamentos nobres, cujo tempo mental para estes reservado, é constituído de pequenos períodos, em que não conseguem criar um clima de adaptação e continuidade, suficientes para a elaboração de um estado natural de elevação espiritual;
g) confiança, disposição física e moral, que são decorrentes da certeza de que os Espíritos, não obstante, invisíveis para alguns, se encontram presentes, atuantes, a eles se vinculando, mentalmente, cm intercâmbio psíquico eficiente, de cujos diálogos conseguem haurir estímulos e encorajamento para o trabalho em execução. Outrossim, as disposições físicas, mediante uma máquina orgânica sem sobrepeso de repastos de digestão difícil, relativamente repousada, pois não é possível manter-se uma equipe de trabalho dessa natureza, utilizando-se companheiros desgastados, sobrecarregados, em agitação;
h) circunspeção, que não expressa catadura, mas responsabilidade, conscientização de labor, embora a face desanuviada, descontraída, cordial;
i) médiuns adestrados, atenciosos, que não se facultem perturbar nem perturbem os demais membros do conjunto, o que significa adicionar, serem disciplinados, a fim de que a erupção de esgares, pancadas, gritarias não transforme o intercâmbio santificante em algaravia desconcertante e embaraçosa. Ter em mente que a psicofonia é sempre de ordem psíquica, mediante a concessão consciente(*) do médium, através do seu perispírito, pelo qual o agente do além-túmulo consegue comunicar-se, o que oferece ao sensitivo possibilidade de frenar todo e qualquer abuso do paciente que o utiliza, especialmente quando este é portador de alucinações, desequilíbrios e descontroles de vária ordem, que devem, de logo, ser corrigidos ou pelo menos diminuídos, aplicando-se a terapêutica de reeducação;
j) lucidez do preposto para os diálogos, cujo campo mental harmonizado deve oferecer possibilidades de fácil comunicação com os Instrutores Desencarnados, a fim de cooperar eficazmente com o programa em pauta, evitando discussão infrutífera, controvérsia irrelevante, debate dispensável ou informação precipitada e maléfica ao atormentado que ignora o transe grave de que é vítima, em cujas teias dormita semi-hebetado, apesar da ferocidade que demonstre ou da agressividade •de que se revista;
(*) Referimo-nos à lucidez da auto-doação do médium para o intercâmbio e não à memória, velada ou não, durante o transe. Nota do Autor espiritual.
1) pontualidade, a fim de que todos os membros possam ler e comentar em esfera de conversação edificante, com que se desencharcam dos tóxicos físicos e psíquicos que carregam, em conseqüência das atividades normais; e procurarem todos, como leciona Allan Kardec, ser cada dia melhor do que no anterior, e de cujo esforço se credenciam a maior campo de sintonia elevada, com méritos para si próprios e para o trabalho no qual se empenham...
Claro está que não exaramos aqui todas as cláusulas exigíveis a uma tarefa superior de desobsessão, todavia, a sincera e honesta observância destas darão qualidade ao esforço envidado, numa tentativa de cooperação com o Plano Espiritual interessado na libertação do homem, que ainda se demora atado às rédeas da retaguarda, em lento processo de renovação(*).

QUESTÕES PARA ESTUDO

1 – Como uma conduta moral e sadia colabora para o tratamento dos espíritos infelizes?

2 – De que forma o equilíbrio interior dos tarefeiros da reunião mediúnica influi nos trabalhos espirituais?

3 – Que são médiuns adestrados, segundo o autor espiritual?

Bom estudo a todos!! Participem!!

Equipe Manoel Philomeno
 
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Livro em estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco
B002 – Prolusão – A equipe de trabalho
CONCLUSÃO
QUESTÕES PARA ESTUDO
1 – Como uma conduta moral e sadia colabora para o tratamento dos espíritos infelizes?
Conforme estudamos em Nos Bastidores da Obsessão, nossa conduta moral cria uma psicosfera em derredor, com a qual entramos em contato com entidades afins, de forma consciente ou não. Deste modo, uma trajetória moral sadia atrai espíritos de igual quilate, os quais podem nos instruir através da intuição sobre a melhor forma de nos comportarmos em uma reunião mediúnica.
Além disso, os eflúvios espirituais animalizados liberados pelo nosso pensamentos em prece podem ser aproveitados no tratamento das entidades infelizes, seja tranquilizando-as, seja plasmando formas curativas, seja auxiliando no seu esclarecimento. Por esta mesma razão, recomenda-se, senão a abstinência total de alcóol, pelo menos no dia da reunião mediúnica, como também evitar todos os vícios, que possam alterar nossa trajetória moral dos destinos evangélicos.
2 – De que forma o equilíbrio interior dos tarefeiros da reunião mediúnica influi nos trabalhos espirituais?
Sabemos que nas reuniões de tratamento espiritual o pensamento exerce a função capital: estabele a sintonia entre os trabalhadores espirituais e os encarnados, para que estes possam operar de forma mais eficiente, dá homogeneidade de objetivos e afnidade entre os trabalhadores e é a fonte a partir da qual irradiam-se fluidos espirituais animalizados para o tratamento das entidades infelizes. Para que tudo isso aconteça, é indispensável o equilíbrio interior dos tarefeiros, sem o qual o pensamento irá permanecer sem controle, sem foco e sem objetivo. Irá se concentrar em coisas estranhas à reunião, quando não em assuntos viciosos e prejudiciais aos trabalhos.
O autor espiritual afirma que o controle sobre o foco do pensamento é resultado de persistência do encarnado em dedicar-se a assuntos edificantes, evitando viciar a mente em atitudes menos dignas.
3 – Que são médiuns adestrados, segundo o autor espiritual?
Segundo o autor, médiuns adestrados são aqueles que mantém o controle de seu corpo durante a psicofonia, não o deixando ao controle desequilibrado do comunicante.
Embora tenhamos médiuns inconscientes, como está em LM, o ato de autodoar-se para as atividades mediúnicas é sempre lúcido, de modo que o médium mantém sempre o controle sobre seu corpo físico. Por esta razão, o médium equilibrado é aquele que doa sua ferramenta física, porém não permite as caretas, o descontrole físico, levantar-se, gritar excessivamente, xingamentos e agressões.
Bom estudo a todos!! Participem!!

Equipe Manoel Philomeno
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