Espiritismo Educação Recursos Ajuda Serviços
Estudos
Salas de Estudo      O Livro dos Espíritos      O Evangelho      A Gênese
O Livro dos Médiuns      Série André Luiz      Série Philomeno   Educar      Família      
Home > André Luiz > Libertação
Observações e Novidades (Estudo 6 de 20)

       

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
www.cvdee.org.br - Sala Virtual de Estudos Nosso Lar
Estudos destinados às obras de André Luiz
Obra em estudo: Libertação

Livro: Libertação
Tema: Observações e Novidades
Capítulo: VI

“De volta ao domicílio de Gregório, fomos transferidos da cela trevosa para um aposento de janelas gradeadas, onde tudo desagradava à vista.(...)
(...)
Aproximamo-nos, porém, das janelas que nos comunicavam com o exteior e reparei que o espetáculo era digno de estudo.
(...)
Grande movimento na via pública, congregando vários grupos de criaturas, em conversação não longe de nós.
Os diálogos e entendimentos surpreendiam. Quase todos se referiam à esfera carnal.
Questões minuciosas e pequeninas da vida particular eram analisadas com inequívoco interesse; contudo, as notas dominantes caíam no desequilíbrio sentimental e nas emoções primárias da experiência física.
(...)
Dirigi-me a Gúbio, buscando-lhe oportuno esclarecimento.
_ Não mediste, ainda – respondeu, prestimoso - extensão do intercâmbio entre encarnados e desencarnados. A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas de contacto conosco e a maior percentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em que nos movimentamos provisoriamente. Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas.
(...)
Que temerária concepção a de um paraíso fácil!
(...)
_ Sim, André, a coroa da sabedoria e do amor é conquistada por evolução, por esforço, por associação da criatura aos propósitos do Criador. A marcha da Civilização é lenta e dolorosa. Formidandos atritos se fazem indispensáveis para que o espírito consiga desenvolver a luz que lhe é própria. O homem encarnado vive simultaneamente em três planos diversos. Assim, como ocorre à árvore que se radica no solo, guarda ele raízes transitórias na vida física; estende os galhos dos sentimentos e desejos nos círculos de matéria mais leve, quanto o vegetal se alonga no ar; e é sustentado pelos princípios sutis da mente, tanto quanto a árvores é garantida pela própria seiva. Na árvore, temos raiz, copa e seiva por três processos diferentes de manutenção para a mesma vida e , no homem, vemos corpo denso de carne, organização perispirítica em tipo de matéria mais rarefeita e mente, representando três expressões distintas de base vital, com vistas as mesmos fins. Segundo observamos, o homem exige para sustentar-se, no quadro evolucionário, segurança relativa no campo biológico, alimento das emoções que lhe são próprias nas esferas de vida psíquica que se afinam com ele e base mental no mundo íntimo. A vida é patrimônio de todos, mas a direção pertence a cada um. A inteligência caída precipita-se , despenhadeiro abaixo, encontrando sempre, nos círculos inferiores que elege por moradia, milhões de vidas inferiores, junto as quais é aproveitada pela Sabedoria Celestial para maior glorificaçao da obra divina. Na economia do Senhor, coisa alguma se perde e todos os recursos são utilizados na química do Infinito Bem. (...)
(...)
Certa mulher já desencarnada dizia para a companheira, ainda presa a experiência física, parcialmente liberta nas asas do sono:
_ Notamos que você, ultimamente, anda mais fraca, mais serviçal... Estará desencantada, quanto aos compromissos assumidos?
A interpelada explicou um tanto confundida:
_ Acontece que João se filiou a um círculo de preces, o que, de alguma sorte, nos vem alterando a vida.
A outra deu um salto a retaguarda, ao modo de um animal surpreendido e falou:
_ Orações?! Você está cega quanto ao perigo que isto significa? Quem reza cai na mansidão. É necessário espizinhá-lo, torturá-lo, feri-lo , a fim de que a revolta o mantenha em nosso círculo. Se ganhar piedade, estragar-nos-á o plano, deixando de ser nosso instrumento de fábrica.
(...)
Boquiaberto com o que me era dado perceber, reparei que a entidade astuta e vingativa envolvia a interlocutora em fluidos sombrios, a maneira dos hipnotizadores comuns...
(...)
_ A obsessão desse teor apresenta milhões de casos. De manhãzinha, na Esfera da Crosta, essa pobre mulher, vacilante na fé, incapaz de apreciar a felicidade que o Senhor lhe concedeu num casamento digno e tranquilo, despertará no corpo, de alma desconfiada e abatida. Oscilante entre o “crer” e o “não crer” não saberá polarizar a mente na confiança com que deve enfrentar as dificuldades do caminho e aguardar as manifestações santificantes do Alto e, em face da incerteza íntima, em que se lhe caracterizam as atitudes, demorar-se-á imantada a essa irmã ignorante e infeliz, que a persegue e subjuga, para conseguir deplorável vingança. Converter-se-á, por isso, em objeto de acentuada aflição para o esposo e suas conquistas incipientes periclitarão.
_ Como se libertaria de semelhante inimiga? – perguntou Elói, interessado.
_ Mantendo-se num padrão de firmeza superior, com suficiente disposição para o bem. Com esse esforço, nobre e contínuo, melhoraria intensivamente os seus princípios mentais, afeiçoando-se as fontes sublimes da vida e, ao invés de converter-se em material absorvente das irradiações enfermiças e depressivas, passaria a emitir raios transformadores e construtivos em benefício de si mesma e das entidades que se lhe aproximam do caminho. Em todos os quadros do Universo, somos satélites uns dos outros. Os mais fortes arrastam os mais fracos, entendendo-se, porém, que o mais frágil hoje pode ser a potência mais alta de amanhã, conforme nosso aproveitamento individual. Expedimos raios magnéticos e recebemo-los ao mesmo tempo. (...)
(...)
Ante o intervalo espontâneo, reparei, não longe de nós, como que ligadas às personalidades sob nosso exame, certas formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a pequenas esferas ovóides, cada uma das quais pouco maior que um crânio humano. Variavam profusamente nas particularidades. Algumas denunciavam movimento próprio, ao jeito de grandes amebas, respirando naquele clima espiritual; outras , contudo, pareciam em repouso, aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das personalidades em movimento.
(...)
Grande número de entidades , em desfile, nas vizinhanças da grade, transportavam essas esferas vivas, como que imantadas as irradiações que lhes eram próprias.
Nunca havia observado, antes, tal fenômeno.
(...)
_ André – respondeu ele , circunspecto, evidenciando a gravidade do assunto – compreendo-te o espanto. Vê-se, de pronto, que és novo em serviços de auxílio. Já ouviste falar, de certo, numa “Segunda morte”...
_ Sim – acentuei -, tenho acompanhado vários amigos à tarefa reencarcionista, quando, atraídos, por imperativos de evolução e redenção, tornam ao corpo de carne. De outras vezes, raras , aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual, conquistando planos mais altos. A esses missionários, distinguidos por elevados títulos na vida superior, não me foi possível seguir de perto.
Gúbio sorriu e considerou:
_ Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita.
_ Sim... – acrescentei , reticencioso, em minha sede de saber.
_ Viste companheiros – prosseguiu o orientador -, que se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar, e, observaste irmãos que se submeteram a operaçoes redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre. Os primeiros são servidores enobrecidos e gloriosos, no dever bem cumprido, enquanto que os segundos são colegas nossos, que já merecem a reencarnação trabalhada por valores intercessores, mas, tanto quanto ocorre aos companheiros respeitáveis desses dois tipos, os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também perdem, um dia, a forma perispiritual. Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram em centro de interesses fundamentais. Grande número, nossas circunstâncias, mormente os participantes de condenáveis delitos, imantam-se aos que se lhes associaram nos crimes. Se o discípulo de Jesus se mantém ligado a Ele, através de imponderáveis fios de amor, inspiração e reconhecimento, os pupilos do ódio e da perversidade se demoram unidos, sob a orientação das inteligências que os entrelaçam na rede do mal.(...) Estamos ainda presos as aglutinações celulares dos elementos fisio-perispiríticos , tanto quanto a tartaruga permanece algemada à carapaça. Imergimo-nos dentro dos fluidos carnais e deles nos libertamos, em vicioso vaivém, através de existências numerosas, até que acordemos a vida mental para expressões santificadoras. Somos quais arbustos do solo planetário. Nossas raízes emocionais se mergulham mais ou menos profundamente nos círculos da animalidade primitiva. Vem a foice da morte e sega-nos os ramos dos desejos terrenos ; todavia, nossos vínculos guardam extrema vitalidade nas camadas inferiores e renascemos entre aqueles mesmos que se converteram em nossos associados de longas eras, através de lutas vividas em comum, e aos quais nos agrilhoamos pela comunhão de interesses da linha evolutiva em que nos encontramos.
(...)
_ Para fazer-me mais claro, voltemos ao símbolo da árvore. O vaso físico é o vegetal, limitado no espaço e no tempo, o corpo perispirítico é o fruto que consubstancia o resultado das variadas operações da árvore, depois de certo período de maturação e a matéria mental é a semente que representa o substrato da árvore e do fruto, condensando-lhes as experiências. A criatura para adquirir sabedoria e amor renascer inúmeras vezes, no campo fisiológico, a maneira da semente que regressa ao chão. E quantos se complicam, deliberadamente, afastando-se do caminho reto na direção de zonas irregulares em que recolhem experimentos doentios, atrasam, como é natural, a própria marcha, perdendo longo tempo para se afastarem do terreno resvaladiço a que se relegaram, ligados a grupos infelizes de companheiros que, em companhia deles, se extraviaram através de graves compromissos com a leviandade ou com o desequilíbrio. Compreendeste, agora?
(...)
_ E se consultarmos esses esferóides vivos? Ouvir-nos-ão? Possuem capacidade de sintonia?
(..)
_ Perfeitamente, compreendendo-se, porém, que a maioria das criaturas, em semelhante posição nos sítios inferiores quanto este, dormitam em estranhos pesadelos. Registram-nos os apelos, mas respondem-nos de modo vago, dentro da nova forma em que se segregam, incapazes são, provisoriamente, de se exteriorizarem de maneira completa, sem os veículos mais densos que perderam, com agravo de responsabilidade, na inércia ou na prática do mal. Em verdade, agora se categorizam em conta de fetos ou amebas mentais, mobilizáveis, contudo, por entidades perversas ou rebeladas. O caminho de semelhantes companheiros é a reencarnação na Crosta da Terra ou em setores outros de vida congênere, qual ocorre a semente destinada a cova escura para trabalhos de produção, seleção e aprimoramento. Claro que os Espíritos em evolução natural não assinalam fenômenos dolorosos em qualquer período de transição, como o que examinamos. A ovelha que prossegue, firme, na senda justa, contará sempre com os benefícios decorrentes das diretrizes do pastor; no entanto, as que se desviam, fugindo a jornada razoável, pelo simples gosto de se entregarem a aventura, nem sempre encontrarão surpresas agradáveis ou construtivas.
(...)
_ entendeste a importância de uma existência terrestre?
Sim, entendia, por experiência própria, o valor da vida corporal na Crosta Planetária; contudo, ali, diante dos esferóides vivos, tristes mentes humanas sem apetrechos de manifestação, meu respeito ao veículo de carne cresceu de modo espantoso. Alcancei, então, com mais propriedade, o sublime conteúdo das palavras do Cristo: “andai, enquanto tendes luz”. O assunto era fascinante e tentei Gúbio a examiná-lo, mais detidamente; todavia, o orientador , sem trair a cortesia que lhe é característica, recomendou-me esperasse o dia seguinte.”

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO:
01) De que forma se dá o intercâmbio, durante o sono, entre encarnados e desencarnados?

02) Perispírito: O que é? Qual sua natureza? De que forma ele pode se nos apresentar?


03) Comentar explicando, à luz da Doutrina Espírita, as seguintes assertivas:

03 a) “A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas de contacto conosco e a maior percentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em que nos movimentamos provisoriamente. Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas”

03 b) “Sim, André, a coroa da sabedoria e do amor é conquistada por evolução, por esforço, por associação da criatura aos propósitos do Criador. A marcha da Civilização é lenta e dolorosa. Formidandos atritos se fazem indispensáveis para que o espírito consiga desenvolver a luz que lhe é própria. O homem encarnado vive simultaneamente em três planos diversos”

03 c) “A vida é patrimônio de todos, mas a direção pertence a cada um.”

03 d) “A inteligência caída precipita-se , despenhadeiro abaixo, encontrando sempre, nos círculos inferiores que elege por moradia, milhões de vidas inferiores, junto as quais é aproveitada pela Sabedoria Celestial para maior glorificaçao da obra divina. Na economia do Senhor, coisa alguma se perde e todos os recursos são utilizados na química do Infinito Bem”

03 e) “Em todos os quadros do Universo, somos satélites uns dos outros. Os mais fortes arrastam os mais fracos, entendendo-se, porém, que o mais frágil hoje pode ser a potência mais alta de amanhã, conforme nosso aproveitamento individual. Expedimos raios magnéticos e recebemo-los ao mesmo tempo”

03 f) “reparei, não longe de nós, como que ligadas às personalidades sob nosso exame, certas formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a pequenas esferas ovóides, cada uma das quais pouco maior que um crânio humano. Variavam profusamente nas particularidades. Algumas denunciavam movimento próprio, ao jeito de grandes amebas, respirando naquele clima espiritual; outras , contudo, pareciam em repouso, aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das personalidades em movimento.
(...)
Grande número de entidades , em desfile, nas vizinhanças da grade, transportavam essas esferas vivas, como que imantadas as irradiações que lhes eram próprias.”

03 g)” tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual”

03 h) “o vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita.”

03 i) “Estamos ainda presos as aglutinações celulares dos elementos fisio-perispiríticos , tanto quanto a tartaruga permanece algemada à carapaça”

03 j) “Em verdade, agora se categorizam em conta de fetos ou amebas mentais, mobilizáveis, contudo, por entidades perversas ou rebeladas. O caminho de semelhantes companheiros é a reencarnação na Crosta da Terra ou em setores outros de vida congênere, qual ocorre a semente destinada a cova escura para trabalhos de produção, seleção e aprimoramento”

03 k) “entendeste a importância de uma existência terrestre?”

BIBLIOGRAFIA
a) Leitura completa do capítulo VI, do Livro Libertação
b) O Livro dos Espíritos – Parte Primeira ( Capítulos II e IV) ; Parte Segunda( Capítulos I, II, III, IV, VI, VIII e IX), Parte Terceira(Capítulos I, XI e XII) , Parte Quarta( Capítulo II
  Conclusão deste estudo 
1998-2018 | CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo