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Numa cidade estranha (Estudo 4 de 20)

       

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
Sala Virtual de Estudos Nosso Lar
Estudos destinados às obras de André Luiz
Obra em estudo: Libertação

Tema: Numa cidade estranha
Referência: Capítulo IV
Dia: 30/08/2001
Duração: 07 dias

Resumo do capítulo


... Além dos serviços referentes ao encargo particular que nos mobilizava, entraríamos em algumas atividades secundárias de auxílio..

... Após a travessia de várias regiões "em descida" , com escalas diversas, penetramos vasto domínio de sombras..

... A volitação fácil se fazia impossível...

A vegetação exibia aspecto sinistro e angustiado. As árvores não se vestiam de folhagem farta e os galhos, quase secos, davam a idéia de braços erguidos em súplicas dolorosas..

As aves agoureiras de grande tamanho, crocitavam em surdina, semelhando-se a pequenos monstros alados espiando presas ocultas..

... Aquelas árvores estranhas, de frondes ressecadas, mas vivas, seriam almas convertidas em silenciosas sentinelas de dor, qual a mulher de Lot, transformada simbolicamente em estátua de sal?

... De quando em quando, grupos hostis de entidades espirituais em desequilíbrio nos defrontavam, seguindo adiante, indiferentes, incapazes de registrar-nos a presença. Falavam em alta voz, em português degradado, mas inteligível, evidenciando pelas gargalhadas, deploráveis condições de ignorância...

... Avançamos mais profundamente, mas o ambiente passou a sufocar-nos. Repousamos, de algum modo, vencidos de fadiga singular e Gúbio nos esclareceu:
- Nossas organizações perispiríticas, não devem reagir contra as baixas vibrações deste plano...

... Atravessamos importantes limites vibratórios e cabe-nos entregar a forma exterior ao meio que nos recebe, a fim de sermos realmente úteis aos que nos propomos auxiliar. Finda nossa transformação transitória, seremos vistos por quaisquer dos habitantes desta região menos feliz... para a malta de irmãos retardados que nos envolverá, seremos simples desencarnados, ignorantes do próprio destino...

... - Há governo estabelecido num reino estranho e sinistro quanto este? indagou AL..
- Como não? respondeu Gúbio, nosso amoroso instrutor, Na atualidade, este grande empório de padecimentos regenerativos permanece dirigido por um sátapra de inqualificável impiedade, que aliciou para si próprio o pomposo título de grande Juiz, assistido por assessores políticos e religiosos tão frios e perverso s quanto ele mesmo..
-E por que permite Deus semelhante absurdo? Pergunta AL

- Pelas mesmas razões educativas através das quais não aniquila uma nação humana quando desvairada pela sede de dominação,desencadeia guerras cruentes e destruidoras, mas a entrega à expiação dos próprios crimes e ao infortúnio de si mesma, para que aprenda a integra-se na ordem eterna que preside à vida universal. De período a período, contado cada um por vários séculos a matéria utilizada por semelhantes inteligências é revolvida e reestruturada, qual acontece nos círculos terrenos, mas o Senhor visita os homens pelos homens que se santificam, corrige igualmente as criaturas por intermédio das criaturas que se endurecem ou bestializam..

- Significa então que os gênios malditos, demônios de todos os tempos... - exclamei, reticencioso.
-Somos nós mesmos - completou o Instrutor, quando nos desviamos, impenitentes da Lei....

Adiantamo-nos, caminho afora, como se fazia possível...

- Mas não há recursos de soerguer semelhantes comunidades? Pergunta AL

- A mesma Lei de esforço próprio funciona igualmente aqui. Não faltam apelos santificantes de Cima, contudo com a ausência da intima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria é impraticável qualquer iniciativa legítima em matéria de reajustamento geral.


Questões para estudo:

1 - "Após a travessia de várias regiões "em descida" , com escalas diversas, penetramos vasto domínio de sombras.." Podemos então entender que no Umbral existem várias escalas de Umbral?

2 - "Aquelas árvores estranhas, de frondes ressecadas, mas vivas, seriam almas convertidas em silenciosas sentinelas de dor, qual a mulher de Lot, transformada simbolicamente em estátua de sal?" André Luiz faz esta pergunta, mas ela fica sem resposta.. Qual seria sua resposta para a pergunta dele? Seria possível essa transformação de espírito?

3 - "De quando em quando, grupos hostis de entidades espirituais em desequilíbrio nos defrontavam, seguindo adiante, indiferentes, incapazes de registrar-nos a presença."
Por que a presença dos benfeitores não era notada por aquelas entidades menos felizes?

4 - "Não faltam apelos santificantes de Cima, contudo com a ausência da intima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria é impraticável qualquer iniciativa legítima em matéria de reajustamento geral." Se o espírito não desejar verdadeiramente se regenerar, não terá como faze-lo apenas por intercessões alheias?


Leitura de apoio:

- No Mundo Maior de AL (Cap. 17)
- O livro dos Espíritos:
Parte Segunda: Do mundo espírita ou mundo dos espíritos
Parte Quarta: Das penas e gozos futuros


Aguardando muitas participações e desejando ótimos estudos...

  Conclusão deste estudo 
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