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Duração das penas futuras (4a. parte) (Estudo 183 de 193)

       

Comentário de Kardec sobre a questão 1009.

1. O Espiritismo dá ao ser humano uma explicação racional para as penas futuras. Se as penas fossem eternas, teriamos um Deus vingativo e cruel, inflexivel e punitivo, um Deus, inferior ao ser humano, que é capaz de perdoar. Eis aqui uma das inconsistencias da crença nas penas futuras.

2. Segunda inconsistencia: se Deus tem conhecimento do passado, do presente e do futuro, tem conhecimento de que aquele espirito falhará em suas provas e portanto o criou para errar e falhar. Onde fica a justiça de Deus?

3. Com a teoria das penalidades relativas tudo isso se justifica. Deus dá ao homem o livre-arbitrio e a oportunidade de reparar seus erros e se firmar no bem. Atavés de seu próprio esforço o ser humano vai se melhorando.

4. A palavra eterno é frequentemente empregada, na linguagem comum, com uma significação figurada, para designar uma coisa de longa duração e da qual nao se preve o fim, embora se saiba que ele existe. Esta é a conotação que devemos dar as penas eternas. Aquele que passa por elas, parece-lhe que são eternas pois m sua inferioridade nao lhe permitem ver a extremidade do caminho, acreditam sofrer sempre, e isso para eles é uma punição.

5. Alguns teólogos começa, a admitir a teoria acima e que de fato a palavra eterno pode se referir aos castigos, em si mesmos, como consequencia de uma lei imutável, e não a sua aplicação a cada individuo.



QUESTÕES PARA ESTUDO

1.- Vamos fazer uma paralelo entre a teoria das penas eternas e a teoria das penas relativas segundo o comentario de Kardec.



 
Duração das penas futuras (4a. parte) - Conclusão Voltar ao estudo
 
1.- Vamos fazer uma paralelo entre a teoria das penas eternas e a teoria das penas relativas segundo o comentario de Kardec.

Na teoria das penas eternas está atrelada a teoria da ressureiçao enquanto a teoria das penas relativas está coligada com o conceito de reencarnação.
Quando se acredita que o homem só vive uma vez, tira-se dele a chance do arrependimento e a oportunidade de reparar seus erros.
O ser humano ao morrer em estado de pecado vai para o fogo eterno e lá fica ardendo por toda a eternidade, sem que lhe seja explicado o porquê, e se lhe dê a oportunidade de recomeçar
Com a teoria das penas relativas e o conhecimento da lei de causa e efeito e da reencarnaçao vamos ter uma situaçao mais justa. É o "a cada um segundo suas obras" , nao como castigo mas como reparacao das faltas cometidas.
"com a doutrina das penalidades relativas, tudo se justifica. Deus sabia, sem dúvida, que ela falharia, mas lhe dá os meios de se esclarecer por sua própria experiencia, mediante suas próprias faltas. É necessário que o ser humano repare seus erros para melhor se firmar no bem."
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