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Letargia, catalepsia, mortes aparentes (Estudo 70 de 193)

       

R E S U M O

a) Os letárgicos e os catalépticos, geralmente, vêem tudo que se passa ao seu redor e o que se diz e faz, sem que
possam exprimir o que estão vendo e ouvindo, pois percebem tudo isto pelo espirito, que tem consciência de si, mas
nao pode se comunicar.

b) Esta falta de comunicação se dá devido ao estado do corpo, que se opõe à vontade do espírito. Este estado é
uma prova de que existe algo mais no homem do que apenas o corpo físico.

c) Na letargia, o corpo não está morto, pois há funções vitais que continuam a se executar. A vitalidade fica em estado
latente, mas não aniquilada. Enquanto o corpo vive, o espírito a ele se encontra ligado, pois o desligament o completo significa a morte real do corpo físico.

d) Por efeito da desagregação dos órgãos e conseqüente morte do corpo físico, os laços que o prendem ao espírito
se rompem em definitivo, completando-se a separação e o espírito não mais voltando ao envoltório físco. Desde que o homem aparentemente morto volta à vida, é que não era completa a morte.

e) Por meio de cuidados dispensados a tempo pode-se reatar laços prestes a se romperem. O magnetismo constitui,
muitas das vezes, poderoso meio de ação, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta para manter o funcionamento dos órgãos.

Comentário de Allan Kardec:

A letargia e a catalepsia derivam do mesmo princípio, que é a perda temporária da
sensibilidade e do movimento, por uma causa fisiológica ainda inexplicada. Diferem uma
da outra em que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral e dá ao corpo todas as
aparências da morte; na catalepsia, fica localizada, podendo atingir uma parte mais ou
menos extensa do corpo, de sorte a permitir que a inteligência se manifeste livremente, o
que a torna inconfundível com a morte. A letargia é sempre natural; a catalepsia é por
vezes magnética.

QUESTÕES PARA ESTUDO

1 - Quais as diferenças principais entre os estados de letargia e de catalepsia?

2 - Em estado letárgico ou cataléptico, pode o homem entender o que se passa à sua volta e se manifestar?

3 - No caso da letargia, pode o espírito separar-se do corpo e depois a ele retornar?

4 - O rompimento iminente dos laços que ligam o espírito ao corpo pode ser evitado?
 
Letargia, catalepsia, mortes aparentes - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

1 - Quais as diferenças principais entre os estados de letargia e de catalepsia?

R - A letargia e a catalepsia são dois tipos de fenômenos de emancipação do espírito em relação ao seu corpo físico. Embora ambos ocasionem a perda temporária da sensibilidade e do movimento, a diferença principal é que, na letargia,
a suspensão das forças vitais é geral, dando ao corpo a aparência de morte, ao passo que, na catalepsia, esta suspensão
é parcial, localizada em determinada região do corpo, mais ou menos extensa. A catalepsia , por ser parcial, dependendo da região atingida, possibilita a manifestação da inteligência, enquanto a letargia não, pois atinge todo o organismo físico.

Alguns exemplos que sugerem a ocorrência destes fenômenos são citados no Evangelho. O mais conhecido é o de
Lázaro, em que o fluido vital encontrava-se quase totalmente extinto e cujos laços fluídicos que ligam o espírito ao corpo
físico encontravam de tal forma danificados que já cheirava mal, chegando ele a ser sepultado vivo. Foi necessário o
poder magnético de Jesus para substituir as células malsãs e renovar-lhe a vitalidade animal, fortalecendo a ligação fluídica
espírito-corpo e restituindo-o à normalidade.

Outros casos citados no Evangelho são os da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim, cujas forças vitais já se encontravam em desorganização adiantada e foram recompostas pela ação magnética desenvolvida por Jesus. Todos
estes casos sugerem que, na realidade, eles não haviam morrido, mas, sim, encontravam-se em estado de emancipação
espiritual. Em todos estes casos, a ligação fluídica ainda não se rompera, sugerindo que ambos se encontravam em
estado letárgico e tinham reservas vitais em seus perispíritos, sem o que Jesus não se poderia operar a cura, porque
esta teria sido impossível.

2 - Em estado letárgico ou cataléptico, pode o homem entender o que se passa à sua volta e se manifestar?

R - Os letárgicos e os catalépticos vêem e ouvem o que em redor se diz e faz, sem que, no entanto, possam exprimir o
que estão vendo e ouvindo. Isto porque não é pelos olhos nem pelos ouvidos físicos que têm essas percepções, mas
pelo organismo perispiritual. O espírito tem consciência de si porém não pode se manifestar, pois a isto se opõe o estado
do seu corpo físico.

3 - No caso da letargia, pode o espírito separar-se do corpo e depois a ele retornar?

R - Na letargia, o espírito pode se separar temporariamente do corpo, ao qual retorna por força de uma ação energética
oriunda de sua própria vontade ou por uma ação fluídico-magnética de terceiro, como nos casos em que Jesus restituiu
a vitalidade.

4 - O rompimento iminente dos laços que ligam o espírito ao corpo pode ser evitado?

R - Quando os laços fluídicos que ligam o espírito ao corpo físico ainda não se romperam, podem eles ser reatados por
meio de uma ação magnética, que restitui o fluido vital, permitindo manter o funcionamento dos órgão físicos antes que
se dê a ruptura definitiva. Mais uma vez nos referimos às curas operadas por Jesus, narradas no Evangelho e acima
citadas.

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