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Qualidade dos fluidos (itens 16 a 21) (Estudo 94 de 136)

       

1.- Os fluidos são o veículo do pensamento, podendo este modificar-lhes as propriedades, impregnando-os de qualidades
boas ou más. Os fluidos que evolvem os espíritos maus ou que estes projetam são viciados, ao passo que aqueles que
recebem a influência dos bons espíritos são tão puros quanto o comporta seu grau de perfeição moral. A diversidade da
qualidade dos fluidos é tão grande quanto a dos pensamentos.

2.- Os fluidos não possuem qualidade próprias, modificando-se pelos eflúvios do meio, conforme o ar pelas exalações e
a água pelos sais das camadas que atravessa. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de
inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade,
de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes,
soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. O quadro
dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem.

3.- Sendo os homens espíritos encarnados, têm uma parcela da vida espiritual, visto que vivem dessa vida tanto quanto
da vida corporal, primeiramente, durante o sono e, muitas vezes, no estado de vigília. O pensamento do encarnado atua
sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite, de espírito a espírito, pelas mesmas vias e,
conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

4.- Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade,
como uma esponja se embebe de um líquido. Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre
o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente
uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas. Não é outra a causa de certas enfermidades.

5.- Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota. Resulta daí
uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num
coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.

6.- Tal a causa da satisfação que se experimenta numa reunião simpática, animada de pensamentos bons e benévolos.
Envolve-a uma como salubre atmosfera moral, onde se respira à vontade. Basta, porém, que se lhe misturem alguns pensamentos maus, para produzirem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido ou o de uma nota desafinada
num concerto. Desse modo também se explica a ansiedade, o indefinível mal-estar que se experimenta numa reunião
antipática, onde malévolos pensamentos provocam correntes de fluido nauseabundo.
7.- O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo
podia tornar compreensível. O homem o sente instintivamente, visto que procura as reuniões homogêneas e simpáticas,
onde sabe que pode haurir novas forças morais, podendo-se dizer que, em tais reuniões, ele recupera as perdas fluídicas
que sofre todos os dias pela irradiação do pensamento, como recupera, por meio dos alimentos, as perdas do corpo
material.

8.- Dir-se-á que se podem evitar os homens sabidamente mal-intencionados. Mas, como fugiremos à influência dos maus
Espíritos que pululam em torno de nós e por toda parte se insinuam, sem serem vistos? Os fluidos se combinam pela semelhança de suas naturezas. Os dessemelhantes se repelem. Há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos,
como entre o óleo e a água. À invasão, pois, dos maus fluidos, cumpre se oponham os fluidos bons e, como cada um
tem no seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, todos trazem consigo o remédio aplicável.

9.- O perispírito, portanto, é uma couraça a que se deve dar a melhor têmpera possível. Como as suas qualidades
guardam relação com as da alma, importa se trabalhe por melhorá-la, pois que são as imperfeições da alma que atraem
os espíritos maus. Os maus espíritos vão para onde o mal os atrai. Eliminado o mal, eles se afastarão. Os espíritos bons,
encarnados ou desencarnados, nada tem que temer da influência dos maus.

QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Qual a relação entre a natureza dos fluidos e a natureza dos espíritos?

b) De que forma os espíritos encarnados podem também atuar sobre os fluidos?

c) Como os fluidos podem influenciar o nosso corpo físico?

d) Como podemos evitar a influência dos maus espíritos?

e) Qual a importância da qualidade dos fluidos nas comunicações mediúnicas?

 
Qualidade dos fluidos (itens 16 a 21) - Conclusão Voltar ao estudo
 
O pensamento pode modificar as propriedades dos fluidos, impregnando-os de qualidades boas ou más, pois estes não
possuem qualidade próprias, modificando-se pelos eflúvios do meio. O pensamento de um espírito encarnado atua sobre
os fluidos espirituais como o dos desencarnados e se transmite, de espírito a espírito, pelas mesmas vias e, conforme
seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes. O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que
reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo podia tornar compreensível.



QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO


a) Qual a relação entre a natureza dos fluidos e a natureza dos espíritos?

Sendo os fluidos o veículo do pensamento, os espíritos, através de seus pensamentos, podem modificar-lhes a natureza,
impregnando-os de qualidades boas ou más. Assim, os fluidos que envolvem os espíritos guardam relação direta com a
natureza dos pensamentos que estes emitem. Os maus pensamentos corrompem os fluidos que estão à sua volta, do
mesmo modo que os pensamentos bons, resultantes de seu adiantamento moral, são tão puros quanto o seu grau de
perfeição.

A natureza dos fluidos, portanto, sob o aspecto moral, está vinculada à do pensamento dos espíritos que sobre eles
atuam, daí ser impossível enumerar a diversidade de suas qualidades, por ser tão grande quanto a dos pensamentos
emitidos pelos espíritos.


b) De que forma os espíritos encarnados podem também atuar sobre os fluidos?

O perispírito dos espíritos encarnados tem a mesma natureza dos fluido espirituais, de onde, aliás, são extraídos os
seus elementos constitutivos. Já vimos que o perispírito não permanece encerrado no corpo físico, irradiando ao seu
redor e o envolvendo numa espécie de atmosfera fluídica. É dessa maneira que também o pensamento dos espíritos
encarnados atua sobre os fluidos espirituais, através da expansão de seu perispírito, não só os impregnando conforme
a sua qualidade mas igualmente os assimilando.


c) Como os fluidos podem influenciar o nosso corpo físico?

Como vimos, o perispírito dos encarnados e dos desencarnados não apenas atua sobre os fluidos, impregnando-os,
como também deles sofre influência, assimilando os seus efeitos, como uma esponja se embebe de um líquido, diz
Kardec. Atuando sobre o perispírito, este reage sobre o veículo físico ao qual se encontra ligado, molécula a molécula.
Os meios onde prevalecem fluidos de boa natureza transmitem ao nosso corpo físico energias salutares, fortalecendo-
-o. Se, ao contrário, a prevalência é de fluidos emanados de maus espíritos, as energias absorvidas pelo perispírito
serão de natureza deletéria, podendo ocasionar desordens físicas e, em conseqüência, enfermidades, como as
causadas por vírus e bactérias invisíveis.


d) Como podemos evitar a influência dos maus espíritos?

Os fluidos se combinam pela semelhança de suas naturezas. Os semelhantes se agregam; os diferentes se repelem
mutuamente, pois há incompatibilidade entre fluidos de naturezas distintas. Para evitar a influência de maus espíritos,
que somente atuam sobre os fluidos da mesma qualidade, precisamos impregnar a atmosfera espiritual à nossa volta
de fluidos sadios, onde atuam os espíritos bons. Estes fluidos, pela sua natureza salutar, repelem os maus fluidos,
afastando os espíritos que com eles se identificam. Sendo o pensamento o veículo de ação sobre os fluidos, temos
em nós mesmos, através dos nossos pensamentos, o remédio para evitarmos as más influências espirituais.


e) Qual a importância da qualidade dos fluidos nas comunicações mediúnicas?

Kardec explica que uma reunião é um foco de pensamentos de qualidades diversas, resultando uma multiplicidade de
fluidos de toda natureza, recebendo cada uma a impressão desses fluidos pelo sentido espiritual. Basta um foco de
maus pensamentos para que se produza efeitos deletérios no ambiente espiritual do local. Numa reunião mediúnica
não é diferente. Se o conjunto é harmonioso, a impressão fluídica é saudável; se é discordante, tem-se uma impressão
penosa. Dessa forma, se pretendemos um resultado sério, a mediunidade deve ser praticada num ambiente onde
predomine pensamentos bons e benévolos, a fim de se obter uma atmosfera espiritual de elevada moral, que permita a comunicação de espíritos moralmente elevados.


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