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União do princípio espiritual à matéria (itens 10 a 14) (Estudo 71 de 136)

       

1.- Tendo a matéria que servir como objeto para o espírito desenvolver suas faculdades, era necessário que ele pudesse
atuar sobre ela, habitando-a. Tendo que servir como objeto e instrumento para o espírito, Deus, em vez de o unir à pedra
rígida, criou, para seu uso, corpos organizados, flexíveis, capazes de receber todas as impulsões da sua vontade e de
se prestarem a todos os seus movimentos. 2.- O corpo é, pois, simultaneamente, envoltório e instrumento do espírito e, à medida que este adquire novas aptidões,
reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar, tal qual se faz com o operário, a
quem é dado instrumento menos grosseiro, à proporção que ele se vai mostrando apto a executar obra mais bem
cuidada.

3.- Assim, é o próprio espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades. Aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades. Talha-o
de acordo com a sua inteligência. É assim que as raças adiantadas têm um organismo ou um aparelhamento cerebral
mais aperfeiçoado do que as raças primitivas. Desse modo, igualmente, se explica o cunho especial que o caráter do
espírito imprime aos traços da fisionomia e às linhas do corpo.

4.- Desde que um Espírito nasce para a vida espiritual, tem, para adiantar-se, que fazer uso de suas faculdades, que
são rudimentares a princípio. Por isso é que reveste um envoltório adequado ao seu estado de infância intelectual,
que ele abandona para tomar outro, à proporção que se lhe aumentam as forças. Como em todos os tempos houve
mundos e esses mundos deram nascimento a corpos organizados próprios a receber Espíritos, em todos os tempos os
espíritos, qualquer que fosse o grau de adiantamento que houvessem alcançado, encontraram os elementos necessários
à sua vida carnal.

5.- Por ser exclusivamente material, o corpo sofre as vicissitudes da matéria. Depois de funcionar por algum tempo,
ele se desorganiza e decompõe. O princípio vital, não mais encontrando elemento para sua atividade, se extingue e o
corpo morre. O espírito, para quem, este, carente de vida, se torna inútil, deixa-o, como se deixa uma casa em ruínas,
ou uma roupa imprestável.

6.- O corpo, conseguintemente, não passa de um envoltório destinado a receber o espírito. Desde então, pouco
importam a sua origem e os materiais que entraram na sua construção. Seja ou não o corpo do homem uma criação
especial, tem os mesmos elementos que o dos animais; a animá-lo, o mesmo princípio vital e está sujeito às mesmas vicissitudes e às mesmas necessidades.

7.- Considerando-se somente a matéria, o homem nada tem que o distinga do animal. Tudo, porém, muda de aspecto,
logo que se estabelece distinção entre a habitação e o habitante. Não é a sua vestidura de carne que o coloca acima
do bruto e faz dele um ser à parte: é o seu ser espiritual, o espírito.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Que influência o estado evolutivo do espírito exerce sobre o seu corpo físico?

b) Como o Espiritismo esclarece a cerca da evolução das primeiras espécies humanas?

c) Como se dá o afastamento do espírito de seu corpo físico?

 
União do princípio espiritual à matéria (itens 10 a 14) - Conclusão Voltar ao estudo
 
O corpo não passa de um envoltório destinado a receber o espírito, possibilitando-lhe agir sobre a matéria densa. À medida que o espírito progride, adquirindo novas aptidões, reveste-se de um envoltório que possa lhe servir como instrumento capaz de atender aos impulsos de sua vontade. O próprio espírito, portanto, modela o seu corpo e o apropria às suas necessidades. Avançando em sua evolução, a organização física acompanhará este avanço, aprimorando-se a cada nova encarnação.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Que influência o estado evolutivo do espírito exerce sobre o seu corpo físico?

R - O corpo físico é uma criação divina destinada a servir de instrumento para o desenvolvimento das faculdades do espírito, pelo que deve ser capaz de receber todas as impulsões de sua vontade e prestar-se aos seus movimentos. À medida que o espírito adquire novas aptidões, passa a necessitar de um corpo mais aperfeiçoado, apropriado à nova forma de vida e apto a executar o novo gênero de trabalho a que se dispõe. Desta forma, cabe ao próprio espírito modelá-lo de modo a atender às suas necessidades, aperfeiçoando-o e o desenvolvendo de acordo com o que a sua inteligência o permite. O corpo físico, assim, será sempre reflexo da evolução que o espírito tenha alcançado e de suas necessidades.
b) Como o Espiritismo esclarece a cerca da evolução das primeiras espécies humanas?

R - Como dissemos, o corpo humano reflete o grau de adiantamento do espírito a quem serve de habitação. No início, logo após o surgimento do homem na Terra, os corpos serviam a espíritos ainda em estado evolutivo primitivo, seres embrutecidos, recém saídos dos reinos anteriores. Os corpos plasmados por estes espíritos eram, então, compatíveis com as suas necessidades naquela fase de infância intelectual, em que a força física predominava, pois precisava sobreviver ao meio inóspito em que se encontrava. À medida que os espíritos foram se adiantando, moral e intelectualmente, suas necessidades foram se modificando, requerendo novas formas físicas que pudessem satisfazê-las. Os próprios espíritos, atuando sobre a modelagem do seu corpo físico, foi adaptando-o, à medida em que precisava manifestar novas faculdades desenvolvidas com as conquistas de sua inteligência. É assim que as raças foram evoluindo e se aperfeiçoando, através das reencarnações sucessivas, passando a ter um organismo físico mais aparelhado do que os possuídos pelas raças primitivas. Esta evolução é facilmente constatada se comparados os corpo humanos de nossa época aos dos antigos primatas.

c) Como se dá o afastamento do espírito, após a morte do corpo físico?

R - Por sua natureza exclusivamente material, o corpo sofre as transformações a que está sujeita a matéria. Depois de funcionar por algum tempo, ele se desorganiza e inicia um processo de decomposição. O princípio vital que lhe dá a vida, não mais encontrando o elemento para sua atividade, extingue-se, causando a morte do corpo físico. Este, em conseqüência, torna-se inútil para o espírito, que o deixa, como se deixa uma casa em ruínas ou uma roupa imprestável, na imagem criada por Kardec.

d) Do ponto de vista puramente material, há diferença entre o corpo do homem e o dos animais?

R - Do ponto de vista puramente material, o corpo físico do homem é constituído dos mesmos elementos que formam os corpos dos animais, ambos animados pelo mesmo princípio vital. Desse modo, abstraindo-se a diferença quanto à evolução do princípio inteligente que os habita, o homem nada tem que o distinga do animal.

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