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Princípio espiritual (itens 1 a 5) (Estudo 69 de 136)

       

1.- A existência do princípio espiritual é um fato que não precisa de demonstração, assim como o princípio material. Se
todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente há de ter uma causa inteligente. Vivo, o homem pensa. Logo, há nele
algo mais que num corpo sem vida.

2.- O princípio espiritual é o corolário da existência de Deus. Sem esse princípio, Deus não teria razão de ser, visto que
não se poderia conceber a soberana inteligência a reinar, pela eternidade, unicamente sobre a matéria bruta. Não se
podendo admitir Deus sem os atributos essenciais de justiça e bondade, inúteis seriam essas qualidades, se ele as
houvesse de exercitar somente sobre a matéria.

3.- Por outro lado, não se poderia conceber um Deus soberanamente justo e bom, se admitirmos que cria seres
inteligentes e sensíveis para lançá-los ao nada, após alguns dias de sofrimento sem compensações. Sem a
sobrevivência do ser pensante, os sofrimentos da vida seriam, da parte de Deus, uma crueldade sem objetivo. Eis por
que o materialismo e o ateísmo são corolários um do outro. Negando o efeito, não podem eles admitir a causa. O
materialismo é, pois, conseqüente consigo mesmo, embora não o seja com a razão.

4 - É inata no homem a idéia da perpetuidade do ser espiritual, que se acha nele em estado de intuição e de aspiração,
fazendo-o compreender que somente aí está a compensação às misérias da vida. À essa idéia intuitiva e à força da
razão o Espiritismo junta a sanção dos fatos, provando a existência do ser espiritual, sua sobrevivência, sua imortalidade
e sua individualidade. Mostra o ser inteligente a atuar fora da matéria, quer depois, quer durante a vida do corpo.

5.- São a mesma coisa o princípio espiritual e o princípio vital?

Partindo, como sempre, da observação dos fatos, diremos que, se o princípio vital fosse inseparável do princípio
inteligente, haveria certa razão para que os confundíssemos. Mas, havendo, como há, seres que vivem e não pensam,
como as plantas; corpos humanos que ainda se revelam animados de vida orgânica quando já não há qualquer
manifestação de pensamento; movimentos vitais independentes de qualquer intervenção da vontade e considerando que,
durante o sono, a vida orgânica se conserva em plena atividade, enquanto que a vida intelectual por nenhum sinal exterior
se manifesta, é cabível se admita que a vida orgânica reside num princípio inerente à matéria, independente da vida
espiritual, que é inerente ao Espírito. Ora, desde que a matéria tem uma vitalidade independente do Espírito e que o
Espírito tem uma vitalidade independente da matéria, evidente se torna que essa dupla vitalidade repousa em dois
princípios diferentes.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Em que se fundamenta Kardec para afirmar a comprovação da existência do princípio espiritual?

b) Por que a sobrevivência desse princípio é inerente à existência de um Deus bom e justo?

c) Que papel desempenha o Espiritismo na comprovação do princípio espiritual e qual a importância disso para o
homem?

d) Qual a diferença entre o princípio espiritual e o princípio vital?

 
Princípio espiritual (itens 1 a 5) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O A comprovação da existência do princípio espiritual é conseqüência do axioma segundo o qual não há efeito sem causa e da própria existência de Deus. Ao lado da matéria, é um dos princípios gerais do Universo. É dotado de inteligência, tem vida própria e é imortal. Utiliza-se da matéria para progredir moral e intelectualmente, impulsionando a sua evolução rumo à perfeição possível.
QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Em que se fundamenta Kardec para afirmar a comprovação da existência do princípio espiritual?

R - A existência do princípio espiritual, do mesmo modo que o princípio material, é um fato que não precisa de demonstração. Allan Kardec se utiliza de um axioma comum a todas as ciências: não existe efeito sem causa. Todo efeito inteligente há de ter uma causa inteligente. Se o homem, enquanto vivo o corpo, manifesta-se com inteligência, é que há nele algo mais do que há
no seu corpo físico quando morto. Se a matéria é a mesma, logo, enquanto há vida física, algo há, além da matéria, que faz o homem pensar.

b) Por que a sobrevivência desse princípio é inerente à existência de um Deus bom e justo?

R - Como afirma Kardec, o princípio espiritual é o corolário da existência de Deus. Sem esse princípio, a própria Divindade não teria razão de ser. Teríamos que admitir a existência de um ser soberano a reinar unicamente sobre matéria bruta, por toda a eternidade. Seus atributos de justiça e bondade tornar-se-iam inúteis, pois a ninguém aproveitariam, se ele as houvesse de exercitar somente sobre a matéria.

Também a sobrevivência desse princípio pensante é inerente à justiça e bondade divinas. Onde estariam esses atributo se, após alguns anos - poucos, se considerarmos a eternidade da vida - o ser inteligente viesse a ser extinto? Em nada aproveitaria o aprendizado, os sofrimentos nem o aperfeiçoamento de seus sentimentos e de suas tendências.

c) Que papel desempenha o Espiritismo na comprovação do princípio espiritual e qual a importância disto para o homem?

R - A idéia da existência e da sua perpetuidade do princípio espiritual é inata no homem. A esta idéia intuitiva, o Espiritismo comprova, experimentalmente, a sua existência e a sua sobrevivência à morte do corpo físico. Somente assim o homem encontra razão para buscar sua melhora interior; somente assim recobra forças para suportar as vicissitudes da vida. É a compensação pelas atribulações que tem de suportar na vida material. Inata no homem essa idéia, o Espiritismo vem torná-la palpável, fortalecendo-o em sua senda evolutiva. Sem essa certeza, a tudo o homem se daria o direito de fazer, pois, qualquer que fosse a forma de vida que viesse a ter, esta se extinguiria com a morte do corpo físico. Para quê o acúmulo de conhecimentos? Para quê o cultivo de bons sentimentos? Para quê a conquista de afetos?

d) Qual a diferença entre o princípio espiritual e o princípio vital?

R - Não há como se confundir o princípio espiritual com o princípio vital, pois a matéria tem uma vitalidade, independente de se encontrar ou não, nela, o princípio espiritual e o espírito tem, também, uma vitalidade independente da matéria. Há corpos com vida mas sem qualquer intervenção da vontade, como, por exemplo, as plantas e os corpos humanos que ainda se revelam animados de vida orgânica mas que não há neles qualquer manifestação de pensamento. Conclui-se, daí, que o princípio vital é o princípio inerente à vida orgânica, ou seja, à matéria, enquanto o princípio espiritual é inerente à vida inteligente, isto é, ao espírito.

Kardec cita, como exemplo, o que ocorre durante o sono, quando a vida orgânica se conserva em plena atividade, enquanto que a vida intelectual por nenhum sinal exterior se manifesta. É forçoso, portanto, admitir-se que a vida orgânica reside num princípio inerente à matéria, independente da vida espiritual, que é inerente ao Espírito. Ora, desde que a matéria tem uma vitalidade independente do Espírito e que o Espírito tem uma vitalidade independente da matéria, evidente se torna que essa dupla vitalidade repousa em dois princípios diferentes.
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