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Alma da Terra (item 7) (Estudo 57 de 136)

       

1.- A alma da Terra teve uma grande participação na formulação da teoria da incrustação.

2.- O Espiritismo ensina que o organismo físico se desenvolve à medida que o espírito progride em inteligência, pois
este precisa de um instrumento que lhe permita atender às necessidades para desempenhar suas tarefas. Se a
Terra fosse um ser animado, que servisse de corpo a uma alma especial, essa alma teria de ser mais rudimentar do
que a de um pólipo, visto que a Terra não tem, sequer, a vitalidade de uma planta.

3.- A teoria da incrustação atribuiu à alma da Terra um atributos de um ser dotado de razão e livre-arbítrio, ou seja,
como que espírito superior. Essa concepção, contudo, não é racional, porquanto nunca um espírito teria sido menos
bem aquinhoado nem mais aprisionado. Trata-se, portanto, de uma concepção sistemática e quimérica.

4.- Por alma da Terra pode se entender a coletividade de Espíritos incumbidos da sua constituição e direção, a quem
está confiada a alta direção dos dstinos morais e do progresso de seus habitantes, missão que somente pode ser
atribuída a um ente superior em saber. Esse Espírito não é propriamente a alma da Terra, pois não se acha
encarnado nela nem subordinado ao seu estado material. É o chefe de um governo ou o general que comanda um
exército.

5.- Um Espírito incumbido de missão tão importante qual a do governo de um mundo não poderia ter caprichos. Do
contrário, teríamos de reconhecer em Deus a imprevidência de confiar a execução de suas leis a seres capazes de
lhes contrariar, a seu bel-prazer. Segundo a teoria da incrustação, foi a má-vontade da alma da Lua que deu causa a
que a Terra ficasse incompleta, ao recusar a fusão com os demais satélites.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Por que Kardec considera inviável a hipótese da Terra ser dotada de uma alma, conforme apresentado na teoria da incrustação?

b) O que propõe Kardec em substituição à idéia da alma da Terra?

 
Alma da Terra (item 7) - Conclusão Voltar ao estudo
 
A idéia da alma da Terra, conforme concebida pela teoria de incrustação, está totalmente descartada pelos atuais
conhecimentos cientificos, inclusive os revelados pelo Espiritismo. Teria sido o espírito encarregado de reunir os
satélites de um planeta desconhecido para formar o novo globo. Seria um espírito dotado de razão e livre-arbítrio,
que, entretanto não conseguiu cumprir integralmente os desígnios de Deus, pois a Lua teria se recusado a se
fundir com os demais satélites, mantendo sua individualidade. Essa idéia, por si só, deve ser refutada, afirma Allan
Kardec.


QUESTÕES PARA ESTUDO


a) Por que Kardec considera inviável a hipótese da Terra ser dotada de uma alma, conforme apresentado na teoria
da incrustação?

À medida que o espírito avança em sua evolução, vai plasmando um corpo físico cada vez mais sutil e com menos
imperfeições, dotado das aptidões de que necessita para as tarefas a serem executadas na nova encarnação. Se
admitirmos que a Terra possa ser dotada de um espírito especial que nela encarnasse, forçoso seria admitir que
esse espírito estaria num nível de evolução muito atrasado, menos adiantado, ainda, do que o princípio inteligente
que habita um vegetal, pois seu corpo sequer seria dotado de vitalidade.

Por outro lado, seria um espírito ainda preso a caprichos, como o que fez com que a Lua não participasse,
juntamente com os demais satélites do planeta desconhecido, da fusão que originou a Terra. Kardec ressalta que
Deus, a inteligência suprema, não teria a imprevidência de confiar o cumprimento de suas leis a um espírito capaz
de o contrariar.


b) O que propõe Kardec em substituição à idéia da alma da Terra?

Trazendo a questão para o terreno da racionalidade, Kardec sugere que se possa entender como alma da Terra,
numa imagem simbólica, a coletividade de Espíritos incumbidos da sua constituição e direção, a quem estão
confiados os destinos morais e o progresso de seus habitantes. Essa missão, afirma o Codificador, somente pode
ser atribuída a um ente superior em saber, que, embora não tenha afirmado expressamente, nós sabemos a quem
se referiu.

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