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Período pós-diluviano ou atual - Nascimento do homem (itens 48 a 49) (Estudo 54 de 136)

       

1.- Cessados os cataclismos que caracterizaram o período diluviano, voltou a estabilidade na superfície do planeta,
retomando-se a normalidade da vida vegtal e animal. Consolidado o solo, o ar tornou-se mais puro, propício a órgãos
mais delicados. O Sol passou a difundir um calor menos sufocante e mais vivificador.

2.- A Terra se povoou de animais menos ferozes e mais sociáveis; os vegetais tornaram-se mais suculentos, o que proporcionou uma alimentação menos grosseira. Tudo se achava preparado no planeta para receber um novo
hóspede: o homem. Foi ele o último ser da criação, cuja inteligência foi destinada a concorrer para o progresso geral,
inclusive dele próprio.
3.- É questão controvertida se o homem existiu apenas depois do periódo diluviano ou se surgiu antes dessa época.
Qualquer que seja a conclusão, contudo, os fatos verificados comprovam que o aparecimento da espécie humana se
deu muitos milhares de anos antes da época assinada pela Gênese bíblica. O que faz supor o seu aparecimento
após o dilúvio é o fato de não se ter achado vestígio da sua existência no período anterior. As ossadas descobertas
em diversos lugares e que geraram a crença na existência de uma raça de gigantes antediluvianos foram, mais tarde, reconhecidas como de elefantes.

4.- O que está fora de dúvida é que não existia o homem no período primário, no de transição nem no secundário,
não só porque nenhum traço dele se descobriu, como também porque não havia para ele condições de vida. Se o
seu aparecimento se deu no período terciário, só pode ter sido no fim do período e bem pouco então se há de ele ter multiplicado. Essa hipótese não é impossível pois, tendo sido de curta duração, o período antediluviano não
determinou grandes mudanças nas condições atmosféricas, tanto que os animais eram os mesmos, antes e depois
dele.

(OBs.: Quando Kardec escreveu essa obra, já fora comprovada a existência do macaco anteriormente ao grande
cataclismo ocorrido no período diluviano. Recentes descobertas à época tendiam a confirmar a do homem também.
Hoje, a hipótese mais aceita é mesmo de que o homem também surgiu anteriormente a esse período, segundo os
paleontólogos, há, aproximadamente, quatro milhões de anos.)

5.- De qualquer sorte, tenha o homem aparecido ou não antes do grande dilúvio universal, Kardec afirma que o certo
é que o seu papel somente no período pós-diluviano começou a se esboçar. Pode-se, portanto, conclui o Codificador,
considerar esse período como caracterizado pela presença do homem.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Quais as principais características do período pós-diluviano ou atual?

b) Quais as hipóteses prováveis acerca do surgimento do homem na Terra?


 
Período pós-diluviano ou atual - Nascimento do homem (itens 48 a 49) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

Com o retorno da estabilidade na superfície do planeta, após os cataclismos que caracterizaram o período diluviano, o solo se consolidou, o Sol tornou-se menos sufocante e o ar adquiriu características que o tornaram propício a órgãos mais delicados, tudo contribuindo para a retomada da normalidade da vida vegetal e animal. Surgiram, então, animais menos ferozes e mais sociáveis e vegetais que proporcionavam uma alimentação menos grosseira. Estava pronto o planeta para nele viver o homem, o último ser da criação.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Quais as principais características do período pós-diluviano ou atual?

R - O período pós-diluviano, atual Holoceno, Período Quaternário da Era Cenozóica, que é a época atual, caracterizou-se pela cessação dos grandes cataclismos que caracterizaram o período anterior (período diluviano). A superfície do planeta voltou a ter estabilidade, retomando-se, com isso, a normalidade da vida vegetal e da vida animal. Consolidado o solo, o ar tornou-se mais puro, propício a órgãos mais delicados. O Sol passou a difundir um calor menos sufocante e mais vivificador. Estas transformações propiciaram à Terra ser povoada por animais menos ferozes e mais sociáveis. Os vegetais tornaram-se mais suculentos, o que proporcionou uma alimentação menos grosseira. Pode-se de dizer que o planeta encontrava-se, então, preparado para a habitação daquele que é, em última análise, a razão da sua existência: o homem, espírito encarnado em processo de evolução.

b) Quais as hipóteses prováveis acerca do surgimento do homem na Terra?

R - À época de Kardec, era ainda questão controvertida se o homem existiu apenas depois do período diluviano ou se surgiu antes dessa época. Qualquer que seja a conclusão, contudo, explica o Codificador, os fatos verificados comprovam que o aparecimento da espécie humana se deu muitos milhares de anos antes da época assinada pela Gênese bíblica. O que fazia supor o seu aparecimento após o dilúvio é o fato de não se ter achado vestígio da sua existência no período anterior. As ossadas descobertas em diversos lugares e que geraram a crença na existência de uma raça de gigantes antediluvianos foram, mais tarde, reconhecidas como de elefantes.
O que à época já estava fora de dúvida é que não existia o homem no período primário, no de transição nem no período secundário, não só porque nenhum traço dele se descobriu, como também porque não havia para ele condições de vida. Admitia--se a hipótese de o homem ter surgido no período terciário. Se assim ocorreu, explica Kardec, só pode ter sido no fim do período e bem pouco, então, se há de ter ele multiplicado. Essa hipótese não é descartada, pois, tendo sido de curta duração, o período antediluviano não determinou grandes mudanças nas condições atmosféricas, tanto que os animais eram os mesmos, antes e depois dele.

De qualquer sorte, tenha o homem aparecido ou não antes do grande dilúvio universal, Kardec afirma que o certo é que o seu papel somente no período pós-diluviano começou a se esboçar. Pode-se, portanto, conclui o Codificador, considerar esse período como caracterizado pela presença do homem. Para a ciência atual, o homem moderno, o homo sapiens, somente aparece há, aproximadamente, cento e cinqüenta mil anos.

Obs.: Quando Kardec escreveu esta obra, já fora comprovada a existência do macaco anteriormente ao grande cataclismo ocorrido no período diluviano. Recentes descobertas à época tendiam a confirmar a do homem também. Hoje, o que à época era apenas uma hipótese levantada por Kardec, é corroborado pela ciência, que considera haver evidências de que a espécie humana surgiu há, aproximadamente, três milhões de anos, o que corresponde ao Plioceno, última época do período terciário.

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