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Período terciário - 1a.pte. - (itens 33 a 37) (Estudo 51 de 136)

       

R E S U M O



1.- Com o período terciário, a superfície da Terra muda completamente de aspecto, modificando-se profundamente as
condições de vida, que se aproximam do estado atual. Os primeiros tempos desse período se assinalam por uma
interrupção da produção vegetal e animal. Tudo revela traços de uma destruição quase geral dos seres vivos, após o
que aparecem, sucessivamente, novas espécimes, com uma organização mais perfeita, adaptada à natureza do meio
onde são chamadas a viver.

2.- Durante os períodos anteriores, a crosta sólida do globo, em virtude da sua pequena espessura, apresentava bem
fraca resistência à ação do fogo interior, o que permitia que as matérias em fusão se derramassem livremente pela
superfície do solo. Quando o solo ganhou certa espessura, isso não mais ocorreu, fazendo com que as matérias em
brasa fossem comprimidas de todos os lados, como água em ebulição num vaso fechado. Assim comprimidas,
essas matérias incandescentes acabaram por produzir uma espécie de explosão, o que ocorreu em vários pontos do
globo.

3.- Violentamente quebrada por essas explosões, a massa granítica ficou crivada de fendas, como um vaso rachado,
ao longo das quais a crosta sólida, levantada e deprimida, formou os picos, as cadeias de montanhas e suas
ramificações. Certas partes do envoltório granítico, no entanto, não chegaram a ser despedaçadas, sendo apenas
soerguidas, enquanto que, noutros pontos, escavações se produziram.


4.- A superfície do solo, então, tornou-se muito desigual, com as águas que, até aquele momento, a cobriam de
maneira quase uniforme na maior parte da sua extensão, sendo impelidas para os lugares mais baixos, deixando em
seco vastos continentes ou cumes isolados de montanhas, formando ilhas. Tal o grande fenômeno que se operou no
período terciário e que transformou o aspecto do globo. Ele não se produziu instantânea nem simultaneamente em
todos os pontos, mas sucessivamente e em épocas mais ou menos distanciadas.

5.- Uma das primeiras conseqüências do levantamento da crosta sólida foi a inclinação das camadas de sedimento
que se encontravam primitivamente em posição horizontal e assim se conservaram onde o solo não sofreu
subversões. Foi, portanto, nos flancos e nas proximidades das montanhas que essas inclinações são hoje mais
pronunciadas.

6.- Nas regiões onde as camadas de sedimento conservaram a horizontalidade, para se chegar às de formação
primária tem-se que atravessar todas as outras, até considerável profundidade, ao cabo da qual se encontra a rocha
granítica. Quando, porém, se ergueram em montanhas, aquelas camadas foram levadas acima do seu nível normal,
indo às vezes até a grande altura, de tal sorte que, feito um corte vertical no flanco da montanha, elas se mostram
em toda a sua espessura e superpostas como as camadas de uma construção.

7.- É assim que, em grandes elevações, encontram-se enormes bancos de conchas, primitivamente formados no
fundo dos mares. Está hoje perfeitamente comprovado que em nenhuma época o mar há podido alcançar
semelhantes alturas, visto que para tanto não bastariam todas as águas existentes na Terra, ainda mesmo que
fossem em quantidade cem vezes maior. Ter-se-ia, pois, de supor que a quantidade de água diminuiu e, nesse caso,
caberia perguntar o que fora feito da porção que desapareceu. Esses levantamentos do solo explicam de maneira
lógica e rigorosa os depósitos marinhos que se encontram em certas montanhas. Sobre os Andes, por exemplo,
foram encontradas camadas de calcário, formadas de conchas fósseis, a uma altura de cinco mil metros acima do
nível do mar.

8.- Nos lugares onde o levantamento da rocha primitiva produziu uma ruptura completa do solo, quer pela rapidez do
fenômeno, quer pela forma, altura e volume da massa levantada, o granito foi posto a nu, como um dente que perfura
a gengiva. As camadas das mais antigas formações que o cobriam e que se achavam a grande profundidade, assim
levantadas, quebradas e arrumadas, ficaram a descoberto, formando, hoje, o solo de certas regiões.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Quais as principais modificações ocorridas no estado da Terra durante o período terciário?

b) Que importância teve esse período para a evolução dos reinos vegetal e animal?

c) Como se formaram os picos, as montanhas e as ilhas hoje existentes?

d) Com base nas revoluções operadas no solo da terra nesse período, reveladas pela geologia, como ficam as teorias
que sustentam terem os mares, em certa época, coberto as montanhas?

 
Período terciário - 1a.pte. - (itens 33 a 37) - Conclusão Voltar ao estudo
 
Durante o período terciário, grandes transformações ocorrem na superfície da Terra, sucessivamente e em épocas mais
ou menos distanciadas. Alteram-se as condições de vida. No seu início, a produção vegetal e animal é interrompida,
passando por um período de destruição quase geral. Em seguida, surgem novas espécimes, com uma organização
mais perfeita, adaptada à natureza do meio onde são chamadas a viver. Em muitas regiões, o solo levanta-se, em
virtude de explosões causadas por compressão da matéria incandescente pela camada agora mais resistente, formando
os picos e as cadeias de montanhas. Com o surgimento das montanhas, as águas, que até aquele momento cobriam a superfície do solo, foram empurradas para lugares mais baixos, deixando, em algumas regiões, cumes elevados de terra
seca, que vieram a formar as ilhas.



QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO


a) Quais as principais modificações ocorridas no estado da Terra durante o período terciário?

O período terciário se caracterizou pelas profundas modificações operadas no solo da Terra, tendo alterado,
significativamente, as condições de vida no planeta, aproximando-as das atuais. Foi nesse período que se formaram
os picos, as montanhas e as ilhas A superfície do solo tornou-se, então, muito desigual. Outra modificação foi a
interrupção da produção vegetal e animal, com a destruição quase geral dos seres vivos até então existentes e o
surgimento de novas espécimes, com organização mais perfeita, adaptada às novas condições de vida.


b) Que importância teve esse período para a evolução dos reinos vegetal e animal?

Esse período foi importante para a evolução dos reinos vegetal e animal por ter propiciado, com as novas condições
de vida no planeta que, após o desaparecimento dos seres vivos surgidos nos períodos anteriores, o aparecimento de
espécimes, mais semelhantes às que hoje conhecemos.


c) Como se formaram os picos, as montanhas e as ilhas hoje existentes?

Vimos, no estudo dos períodos anteriores, que a crosta sólida do globo, em virtude da sua pequena espessura,
oferecia fraca resistência à ação do fogo interior, permitindo que as matérias em fusão se derramassem livremente
pela superfície do solo. No período terciário, a espessura do solo aumentou, tornando-o mais sólido. Assim, as
matérias em brasa foram comprimidas de todos os lados, como água em ebulição numa panela fechada,
produzindo, em vários pontos do globo, uma espécie de explosão. Violentamente quebrada por essas explosões, a
massa granítica foi levantada e deprimida, formando, dessa maneira, os picos e as cadeias de montanhas, com
suas ramificações. As águas, que até aquele momento cobriam a superfície do solo, foram empurradas para lugares
mais baixos, deixando, em algumas regiões, cumes elevados de terra seca, que vieram a formar as ilhas.


d) Com base nas revoluções operadas no solo da terra nesse período, reveladas pela geologia, como ficam as teorias
que sustentam terem os mares, em certa época, coberto as montanhas?

Com as revelações da Geologia sobre as modificações no solo da Terra operadas durante esse período, tornaram-se
insustentáveis as terias segundo as quais, locais de elevada altitude, onde são encontradas matérias de origem
marinhas, como bancos de conchas, teriam sido, em determinada época, cobertos pelo mar. Está hoje perfeitamente comprovado pela ciência que, em nenhuma época, o mar há podido alcançar semelhante altura, visto que, para tanto,
não bastariam toda as a quantidade de água existente na Terra, mesmo que fossem em quantidade cem vezes maior.
Ter-se-ia, pois, de supor que a quantidade de água diminuiu e, nesse caso, caberia perguntar o que fora feito da porção
que desapareceu. Estudos geológicos comprovam que essas montanhas onde são encontradas matérias formadas no
fundo do mar não foram por ele cobertas, mas, sim, resultaram de levantamentos do solo anteriormente coberto pelas
águas.


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