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A vida universal (ítens 53 a 57) (Estudo 43 de 136)

       

1. A imortalidade das almas pareceu imaginária a certos pensadores prevenidos, que a qualificaram, ironicamente,
de imortalidade viajora, não compreendendo que só ela é verdadeira na criação.

2. Sabemos que as obras de Deus são criadas para o pensamento e para a inteligência e que os mundos são a
morada de seres que a contemplam e que descobrem, sob seu véu, o poder e a sabedoria daquele que os formou. O
que importa conhecer é que as almas que os povoam são solidárias.

3. É difícil à inteligência humana considerar esses globos radiosos que cintilam na amplidão como simples massas de
matéria inerte e sem vida. Custa-lhe pensar que não haja, nessas regiões distantes, magníficos crepúsculos e noites esplendorosas, sóis fecundos e dias transbordantes de luz, vales e montanhas. Custa-lhe imaginar que tal espetáculo
divino, em que a alma pode retemperar-se como em sua própria vida, seja vazio de existência e carente de qualquer ser
pensante que possa conhecê-lo.


4. A essa idéia eminentemente justa da criação, é necessário juntar a da humanidade solidária. Nisso é que consiste o
mistério da eternidade futura. Uma mesma família humana e os laços de uma fraternidade foi criada na universalidade
dos mundos, ainda inapreciável aos nossos olhos. Se os astros que se harmonizam em seus vastos sistemas são
habitados por inteligências, não o são por seres desconhecidos uns dos outros. Ao contrário, todos os seres trazem
marcado na fronte o mesmo destino e devem se encontrar, temporariamente, segundo suas funções de vida e
reencontrar-se segundo as suas mútuas simpatias. É a grande família espiritual que povoa as terras celestes, a grande irradiação do Espírito divino que abrange a extensão dos céus e que constitui no tipo primitivo e final da perfeição
espiritual.


5. Por que singular aberração há de se recusar a imortalidade das vastas regiões do éter, encerrando-a num limite
inadmissível e numa dualidade absoluta? O verdadeiro sistema do mundo deveria, então, preceder à verdadeira doutrina dogmática e a Ciência preceder à Teologia? Ganharia ou perderia a Teologia se sua base se assentasse sobre a
metafísica? A resposta é fácil e mostra que a nova filosofia se sentará triunfante nas ruínas da antiga, porque sua base
se terá erguido vitoriosa sobre os antigos erros.



QUESTÃO PARA ESTUDO

- Que princípios da Doutrina Espírita são reafirmados por Galileu nos ensinamentos contidos deste estudo?
 
A vida universal (ítens 53 a 57) - Conclusão Voltar ao estudo
 
Centro Virtual de Divulgação e Estudo
do Espiritismo - CVDEE
Estudando "A Gênese", de Allan Kardec

Estudo nº. 043-4

Capítulo VI - Uranografia geral

Tema: A vida universal (itens 53 a 57)

C O N C L U S Ã O

Após estudarmos as obras da Criação em suas variadas formas, dentre as quais os sóis, os planetas e as estrelas fixas, tudo obedecendo a leis cósmicas e funcionando harmoniosamente em seus vários sistemas, cada qual exercendo o papel que lhe cabe na vida do ser inteligente, Galileu nos mostra que há um princípio de solidariedade existente entre toda a humanidade universal.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) - Que princípio básico do Espiritismo é reafirmado por Galileu nos itens 53 a 55?

R - O princípio básico do Espiritismo reafirmado por Galileu e que é pressuposto do “princípio da solidariedade humana” é o da pluralidade dos mundos habitados. Conforme os Espíritos responderam a Allan Kardec, todos os globos que se movem no espaço são habitados e há vida por toda a parte. Os ensinamentos de Galileu ora estudados reafirmam que, mesmo nas regiões mais distantes, inalcançáveis ainda à nossa imaginação, não há massas de matéria inerte. Inconcebível imaginar-se que vales e montanhas, sóis fecundos e resplandecentes de luz, onde a Natureza exibe toda a sua exuberância, sejam carentes de seres pensantes que os possam usufruir. Ou, como comenta Kardec, no Livro dos Espíritos, tenham sido criados apenas para recrearem a vista dos habitantes da Terra. Este princípio é, assim, reafirmado por Galileu e sem ele não haveria como existir o “princípio da solidariedade humana”.

b) - Como entender a ideia da "humanidade solidária" mencionada na mensagem?

R – O “princípio da humanidade solidária” exposto por Galileu é a ideia de que o Universo é habitado por uma mesma família humana, onde existem laços da fraternidade ainda inalcançáveis a nós. Assim, todas as criaturas inteligentes são solidárias umas às outras, independente do momento evolutivo em que se situem e do planeta ao qual estejam vinculadas, pois todas têm a mesma destinação final, que é a perfeição. Temporariamente, estarão separadas, mas todas têm um encontro marcado para formarem a grande família dos Espíritos puros, quando concluída a caminhada em que ora se encontram
c) - Como podemos responder aos questionamentos de Galileu deixados para reflexão no item 57?

R - Galileu questiona se as conhecidas teologias tradicionais, sempre resistentes a aceitarem o progresso das ciências quando estes contrariam os princípios nos quais se sustentam, triunfarão sobre as novas ideias. Indaga quanto ao que deve prevalecer, se o sistema de mundo ensinado até aqui por essas teologias ou o que agora se apresenta. Em outras palavras: o que deve prevalecer, a ciência ou a teologia? E o próprio Espírito nos mostra o caminho, ensinando que “a nova filosofia se sentará triunfante nas ruínas da antiga, porque sua base se terá erguido vitoriosa sobre os antigos erros”.

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