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Eterna sucessão dos mundos (itens 48 a 52) (Estudo 42 de 136)

       

1.- Remontando à origem das primitivas aglomerações da substância cósmica, notaremos que, sob o império da
lei única e universal outorgada pelo Criador, que dá estabilidade ao Universo, a matéria sofreu transformações,
percorrendo a escala das revoluções periódicas, sempre sob a impulsão das diversas forças e leis nascidas dessa
lei universal. Essas leis presidem não só a história do cosmo como a destruição dos astros, que também sofrem
transformações em sua constituição, como toda matéria inanimada.

2.- Suponhamos um planeta que, desde os seus primórdios, percorreu todas as etapas que a sua organização
especial lhe permitiu. Ao se extinguir o foco interior da existência, seus elementos perderam a virtude inicial; os
fenômenos da Natureza, que reclamavam, para se produzirem, a presença e a ação das forças outorgadas a esse
mundo já não mais poderão se produzir, porque a alavanca de sua atividade já não dispõe do ponto de apoio que lhe
era indispensável.


3.- Extinto e sem vida não vai continuar a gravitar nos espaços celestes sem uma finalidade, ficar inútil pelo turbilhão
dos céus. Não se tornará letra morta e vazia de sentido. As mesmas leis que o elevaram acima do caos tenebroso e
que o galardoaram com os esplendores da vida, as mesmas forças que o governaram durante os séculos da sua
existência e que a conduziram à idade madura e à velhice, vão também presidir à desagregação de seus elementos constitutivos, a fim de os restituir ao laboratório onde a potência criadora haure incessantemente as condições da
estabilidade geral. Esses elementos vão retornar à massa comum do éter, para se assimilarem a outros corpos ou
para regenerarem outros sóis. Noutras regiões, ele renovará outras criações de natureza diferente.

4.- Desse modo, a eternidade real e efetiva do Universo se acha garantida pelas mesmas leis que dirigem as
operações do tempo. Mundos sucedem a mundos, sóis a sóis, sem que o imenso mecanismo dos vastos céus
jamais seja atingido nas suas gigantescas molas. Onde vemos esplêndidas estrelas na abóbada da noite, de há
muito foram extintas outras semelhantes, surgindo novas criações. A distância imensa a que se encontram esses
astros, por efeito da qual a luz que nos enviam gasta milhares de anos a chegar até nós, faz com que somente hoje
recebamos os raios que eles nos enviaram longo tempo antes da criação da Terra e com que ainda os admiremos
durante milhares de anos após a sua desaparição real ( v. nota de Kardec).


5.- Logo, reconheçamos, aqui como nos nossos outros estudos, que a Terra e o homem são nada em confronto com
o que existe e que as mais colossais operações do nosso pensamento ainda se estendem apenas sobre um campo imperceptível, diante da imensidade e da eternidade de um universo que nunca terá fim.


6.- Quando esses períodos da nossa imortalidade houver passado, quando a história atual da Terra nos aparecer qual
sombra vaporosa no fundo da nossa lembrança; quando, durante séculos incontáveis, houvermos habitado esses
diversos degraus da nossa hierarquia cosmológica; quando os mais longínquos domínios das idades futuras tiverem
sido por nós percorridos em inúmeras peregrinações, teremos diante de nós a sucessão ilimitada dos mundos e por
perspectiva a eternidade imóvel.

Nota de Allan Kardec:


Há um efeito do tempo que a luz gasta para atravessar o espaço. Sendo a sua velocidade de 300 mil quilômetros
por segundo, ela gasta do Sol à Terra 8 minutos e 13 segundos. Daí resulta que, se um fenômeno se passa na
superfície do Sol, não o percebemos senão 8 minutos mais tarde e, pela mesma razão, ainda o veremos 8 minutos
depois da sua cessação .Se, em virtude do seu afastamento, a luz de uma estrela gasta mil anos para nos chegar,
só mil anos depois da sua formação veremos essa estrela. (Veja-se, para explicação e descrição completa desse
fenômeno, a Revue Spirite de março e maio de 1867, págs. 93 e 151, resenha de Lumen, por C. Flammarion.).


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Assim como o nosso corpo físico, os planetas também nascem, vivem um certo período e morrem?

b) Chegará a Terra um dia ao seu final?

c) Chegando ao seu final, o que acontecerá com a matéria de que se constitui a Terra?

d) Podemos concluir que tudo na Criação é eterno?
 
Eterna sucessão dos mundos (itens 48 a 52) - Conclusão Voltar ao estudo
 
As mesmas leis que presidiram a formação dos mundos, fazendo-os progredir do caos inicial até a idade madura, presidirão a desagregação e transformação dos seus elementos constitutivos. Em virtude da imensidão do espaço universal, devido ao tempo que a luz que emana desses mundos leva para chegar até nós, podendo consumir milhares de anos, percebemos, hoje, imagens que nos foram enviadas há bilhões de anos, até mesmo antes da criação da Terra, de mundos que podem mesmo já ter desaparecido.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Assim como o nosso corpo físico, os planetas também nascem, vivem um certo período e morrem?

R - Segundo o ensinamento dos Espíritos, "preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos" (questão 728 do Livro dos Espíritos). Portanto, a transformação dos planetas aqui preceituada por Galileu é o cumprimento da Lei de Destruição, uma das Leis Naturais instituídas por Deus. Não se trata de uma destruição inútil, terminativa, mas de uma destruição renovadora. Como os corpos humanos, também os planetas são matéria condensada, extraída do fluído cósmico universal e, como tal, sujeitos a uma transformação evolutiva. Cumpridas suas finalidades, passam pelo mesmo processo transformador inerente à toda e qualquer matéria, aí incluído o nosso corpo físico, ou seja, "nascem, vivem e morrem". Seus elementos constitutivos retornam à massa cósmica comum, para assimilarem novos elementos e se regenerarem, dando oportunidade ao surgimento de novos corpos planetários, cada vez mais perfeitos.

b) Chegará a Terra um dia ao seu final?

R - Um mundo percorre um tempo de vida previsto pelo Criador até cumprir a sua destinação e se extinguir. Como todos os demais planetas que fazem parte do Universo, também a Terra passará por esse processo transformador. Sabemos que a Lei do Criador é única e geral, outorgada para garantir a eternidade e a estabilidade do Universo, através das ações que constituem as forças diretrizes da natureza. Exauridas suas finalidades, a Terra sofrerá a ação transformadora dessas forças, que se manifestará através da Lei de Destruição.

c) Chegando ao seu final, o que acontecerá com a matéria de que ela se constitui?

R - As mesmas leis que presidiram a formação da Terra, fazendo-a progredir do caos inicial até a idade madura de hoje, presidirão a desagregação e transformação dos seus elementos constitutivos, como vimos acima. Os elementos materiais constitutivos da Terra não ficarão, porém, gravitando no espaço sideral, como uma massa inútil. Serão, sim, transformados, assimilando outros elementos e, em outras regiões, ressurgirão com nova forma.

d) Podemos concluir que, assim como o espírito, a matéria também é eterna?

R - Como ensinam os Espíritos, tudo na Criação é definitivo, nada perece. Apenas se transforma. Assim, as mesmas leis e forças que presidiram a criação de tudo o que é matéria existente no Universo vão presidir à desagregação de seus elementos, que retornarão à massa comum e darão origem a novos corpos.
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