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A Via-Láctea (itens 32 a 36) (Estudo 39 de 136)

       

1.- A Via-Láctea, vista da Terra, é uma faixa esbranquiçada, de aparência leitosa, que forma um clarão difuso e é
constituída de um número inimaginável de sóis e planetas. O nosso Sol e todos os corpos que o acompanha fazem
parte desse conjunto.

2.- Para que se tenha uma idéia da sua dimensão, basta citar que o nosso Sol, que é estimado em hum milhão e
trezentas mil vezes maior que a Terra, ocupa lugar inapreciável na Via-Láctea. Podem-se contar por uma trintena de
milhões os sóis que, à sua semelhança, gravitam nessa imensa região, afastados uns dos outros de mais de cem mil
vezes o raio da órbita terrestre.

3.- Por esse cálculo aproximativo se pode julgar a extensão dessa região sideral e da relação que existe entre o nosso
sistema planetário e a universalidade dos sistemas que ela contém. Pode-se, igualmente, julgar do nada que é a nossa
pequenina Terra e os seres que a povoam.

4.- Diz-se «do nada» porque essas determinações se aplicam não só à extensão material, física, dos corpos que
estudamos mas, também e sobretudo, ao estado moral deles como habitação e ao grau que ocupam na eterna
hierarquia dos seres. A criação se mostra aí em toda a sua majestade, engendrando e propagando, em torno do mundo
solar e em cada um dos sistemas que o rodeiam por todos os lados, as manifestações da vida e da inteligência.
5.- Assim, fica-se conhecendo a posição que o nosso Sol ou a Terra ocupam no mundo das estrelas. Ainda maior peso ganharão estas considerações, se refletirmos sobre o estado mesmo da Via-Láctea que, na imensidade das criações siderais, não representa mais do que um ponto insensível e inapreciável, vista de longe, porquanto ela não é mais do que uma nebulosa estelar, entre os milhões das que existem no espaço. Se ela nos parece mais vasta e mais rica do que outras, é pela única razão de que nos cerca e se desenvolve em toda a sua extensão sob os nossos olhares, ao passo que as outras, sumidas nas profundezas insondáveis, mal se deixam entrever.

6.- Ora, sabendo-se que a Terra nada é, ou quase nada, no sistema solar; que este nada é, ou quase nada, na Via- -Láctea; esta, por sua vez, nada, ou quase nada, é na universalidade das nebulosas e que essa própria universalidade bem pouca coisa é dentro do imensurável infinito, começa-se a compreender o que é o globo terrestre.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Como a mensagem do espírito Galileu define a Via-Láctea?

b) E como defini-la de acordo com os conhecimentos atuais?

c) Como podemos analisar a posição da Terra em relação ao conjunto do Universo, de acordo com a mensagem?
 
A Via-Láctea (itens 32 a 36) - Conclusão Voltar ao estudo
 
A Via-Láctea é constituída de um número incalculável de sóis e planetas. O nosso Sol e todos os corpos que o acompanham fazem parte desse conjunto. A Terra nada é, ou quase nada, no sistema solar; este nada é, ou quase nada, na Via-Láctea; esta, por sua vez, nada, ou quase nada, é na universalidade das nebulosas e essa própria universalidade bem pouca coisa é dentro do imensurável infinito.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Como a mensagem do espírito Galileu define a Via-Láctea?

R - Segundo o espírito Galileu, a Via-Láctea é uma imensa região localizada no espaço sideral e composta por uma quantidade calculada em trinta milhões de sóis com seus respectivos planetas, que brilham em toda a sua extensão. Vista da Terra, é uma faixa esbranquiçada, que atravessa o céu de uma a outra extremidade. Por sua aparência leitosa, os antigos a cognominaram de Via-Láctea. O nosso sol, assim como todos os corpos dele originados e que o acompanham - planetas, satélites, estrelas, etc. - fazem parte desse imenso conjunto. Compara, ainda, a Via -Láctea a "uma campina matizada de flores solares e planetárias, que brilham em toda a sua enorme extensão".

b) De que modo os conhecimentos atuais da astronomia a definem?

R - Conforme nota do professor Cláudio Lirange Zanatta, extraída da edição de A Gênese, publicada pela Editora CELD e contendo conhecimentos mais atualizados do que os que se dispunha à época da mensagem de Galileu, a nossa galáxia, conhecida como Via-Láctea, " ... é do tipo espiral, com um denso bojo central cercado por quatro braços espiralando para fora, contidos num halo maior e menos denso." Tem " ... cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro, abrigando um número que varia, de acordo com as diversas correntes, entre 200 e 400 bilhões de estrelas. Em comparação, o sistema solar parece pequeno: tem cerca de 12 horas-luz de diâmetro. Toda a Galáxia gira no espaço, sendo que as estrelas interiores se deslocam mais rápido do que as exteriores. O Sol, que está a cerca de dois terços do centro, completa uma volta ao redor da Galáxia a cada 220 milhões de anos."

c) Como podemos analisar a posição da Terra em relação ao conjunto do Universo, de acordo com a mensagem?


R - Considerando que o nosso Sol, que é estimado em hum milhão e trezentas mil vezes maior que a Terra, ocupa um lugar inapreciável na Via-Láctea e que se podem contar em bilhões o número sóis que, à semelhança do nosso, gravitam nessa imensa região, afastados uns dos outros de mais de cem mil vezes o raio da órbita terrestre, pode-se julgar a extensão dessa região sideral e a relação que existe entre o nosso sistema planetário e a universalidade dos sistemas que ela contém. Devemos, pois, concluir que a Terra, bem como o nosso Sol, em relação ao majestoso conjunto que é o Universo, em termos de extensão física, pouco ou quase nada representam, principalmente, se considerarmos, como destaca Galileu, que a própria Via-Láctea, na imensidade do Universo, não representa mais que um ponto insensível e inapreciável.

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