Espiritismo Educação Recursos Ajuda Serviços
Estudos
Salas de Estudo      O Livro dos Espíritos      O Evangelho      A Gênese
O Livro dos Médiuns      Série André Luiz      Série Philomeno   Educar      Família      
Home > A Gênese
A criação primária (ítens 12 a 16) (Estudo 34 de 136)

       

1.- Como vimos em capítulo anterior, o tempo não é mais do que uma medida relativa da sucessão das coisas
transitórias e que a eternidade é essencialmente una, imóvel e permanente, insuscetível de qualquer medida de
duração. Para ela não há começo nem fim.

2.- Existindo, por sua natureza, desde toda a eternidade, Deus criou desde toda eternidade e não poderia ser de
outro modo, visto que, por mais longínqua que seja a época a que recuemos, pela imaginação, os supostos limites
da criação, haverá sempre, além desse limite, uma eternidade, durante a qual a matéria permaneceu em letargia
inativa e infecunda. O Universo, nascido do Eterno, remonta a períodos inimagináveis do infinito de duração, ao Fiat
Lux! do início.

3.- O começo absoluto das coisas remonta, pois, a Deus. As sucessivas aparições delas no domínio da existência
constituem a ordem da criação perpétua. A ninguém é dado saber da grandiosidade que ficou oculta nesses tempos
antigos, em que nada do Universo atual existia; nessa época primitiva em que a matéria que haveria de se agregar
no futuro encontrava-se no seis dos vácuos infinitos; quando aquela voz misteriosa, que toda criatura venera e estima
como a de uma mãe, produziu notas harmoniosamente variadas, para irem vibrar juntas e modular o concerto dos
céus imensos!

4.- Revestido das leis mencionadas e da impulsão inicial inerente à sua formação mesma, a matéria Cósmica primitiva
fez que sucessivamente nascessem turbilhões, aglomerações desse fluido difuso, amontoados de matéria nebulosa
que se cindiram por si próprios e se modificaram ao infinito, para gerar, nas regiões incomensuráveis da amplidão,
diversos centros de criações simultâneas ou sucessivas.

5.- Em virtude das forças que predominaram sobre um ou outro desses centros e das circunstâncias ulteriores que
presidiram aos seus desenvolvimentos, esses centros primitivos se tornaram focos de uma vida especial: uns, menos disseminados no espaço e mais ricos em princípios e em forças atuantes, começaram desde logo a sua particular vida
astral; outros, ocupando ilimitada extensão, cresceram com lentidão extrema, ou de novo se dividiram em outros centros secundários.

6.- Transportando-nos a alguns milhões de séculos atrás, somente, verificamos que a nossa Terra ainda não existe;
que mesmo o nosso sistema solar ainda não começou as evoluções da vida planetária; mas, que, entretanto, já
esplêndidos sóis iluminam o éter; já planetas habitados dão vida e existência a uma multidão de seres, nossos
predecessores na carreira humana; que as produções opulentas de uma natureza desconhecida e os maravilhosos
fenômenos do céu desdobram, sob outros olhares, os quadros da imensa criação.

7.- Ainda uma vez; compreendamos melhor a Natureza. Saibamos que atrás de nós, como à nossa frente, está a
eternidade; que o espaço é teatro de inimaginável sucessão e simultaneidade de criações. Tais nebulosas, que mal
percebemos nos mais longínquos pontos do céu, são aglomerados de sóis em vias de formação; tais outras são
vias-lácteas de mundos habitados; outras, finalmente, sedes de catástrofes e de deperecimento. Saibamos que, assim
como estamos colocados no meio de uma infinidade de mundos, também estamos no meio de uma dupla infinidade de
durações, anteriores e ulteriores; que a criação universal não se acha restrita a nós, que não nos é lícito aplicar essa
expressão à formação isolada do nosso pequenino globo.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Podemos estabelecer a época do início da criação primária das coisas?

b) O que existia antes da criação da Terra?

c) E o Universo? Devemos entender haver sido criado como hoje o conhecemos?


 
A criação primária (ítens 12 a 16) - Conclusão Voltar ao estudo
 
O começo absoluto das coisas remonta a Deus. As sucessivas aparições delas no domínio da existência constituem
a ordem da criação perpétua. A ninguém é dado saber da grandiosidade que ficou oculta nesses tempos antigos, em
que nada do Universo atual existia. Revestido das leis e das forças que lhe são inerentes e da impulsão inicial do
Criador, a matéria Cósmica primitiva foi sendo transformada, dando origem a uma diversidade de fenômenos que deram
ao Universo a sua formação atual.


QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO


a) Podemos estabelecer a época do início da criação primária das coisas?

O começo absoluto das coisas está intimamente ligado à existência de Deus. Como Deus é infinito, ou seja, não
teve começo nem terá fim, tendo existido de todo o sempre, concluiremos que o mesmo se dá com a eternidade.
Tendo o Universo nascido do Eterno, a sua criação remonta a época inimaginável, ao Fiat Lux! da gênese mosaica.
O início da criação primária, pois, remonta à própria Divindade. Por mais que imaginemos recuar no tempo, mesmo
hipoteticamente, até onde vai a nossa capacidade de imaginação, milhões de século atrás, jamais chegaremos à
época do começo da criação.


b) O que existia antes da criação da Terra?

Antes de criado o planeta Terra, já inúmeros sóis iluminavam o éter; planetas já eram habitados por seres humanos
que nos precederam e inúmeros fenômenos se multiplicavam no céu. Essas informações demonstram o quanto
equivocadas as concepções geocêntricas da Terra e as que consideram o homem terreno o único no Universo. Como
disseram os Espíritos, são frutos do orgulho e da vaidade humanas. "Julgam que só para eles criou Deus o Universo".

Portanto, antes da criação da Terra e após o seu perecimento, existiu e existirá sempre uma eternidade. Aglomerados
se sóis em formação; vias-lácteas, umas de mundos habitados, outras, sediando catástrofes e deperecimento. Está a
Terra, pois, no meio de uma infinidade de mundos, anteriores e posteriores, uma vez que a criação universal não se
acha a ela restrita.


c) E o Universo? Devemos entender haver sido criado como hoje o conhecemos?

Ainda hoje não conhecemos todo o Universo. Menos, ainda, podemos saber sobre a sua existência em tempos remotos.
Sendo o poder criador é coerente e nunca se contradizendo, podemos deduzir que, como todas as coisas, o Universo
nasceu criança e, por ação das leis e das forças que estudamos anteriormente, foi e continua se transformando. Após
a impulsão inicial do Criador, a matéria cósmica primitiva foi sendo elaborada, gerando inúmeros fenômenos no processo
de formação, que serão estudados nos capítulos seguintes.


1998-2018 | CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo