Espiritismo Educação Recursos Ajuda Serviços
Estudos
Salas de Estudo      O Livro dos Espíritos      O Evangelho      A Gênese
O Livro dos Médiuns      Série André Luiz      Série Philomeno   Educar      Família      
Home > A Gênese
O espaço e o tempo (ítem 2) (Estudo 31 de 136)

       


1.- Assim como o espaço, o tempo também por si só se define. É a sucessão das coisas. Está ligado à eternidade,
do mesmo modo que as coisas estão ligadas ao infinito.

2.- No começo da Terra, o tempo ainda não saíra do misterioso berço da Natureza e ninguém pode dizer em que
época de séculos isso se deu. De repente, surge a primeira hora da Terra, que começa a se mover no espaço e,
desde então, há tarde e amanhã. Para lá da Terra, a eternidade permanece impassível e imóvel, embora o tempo
marche com relação a muitos outros mundos. Para a Terra, o tempo a substitui e durante uma determinada série de
gerações contar-se-ão os anos e os séculos. Imaginando o seu final, temos que o tempo não mais reaparecerá,
interrompendo-se a sucessão dos eventos. Cessam os movimentos terrestres que mediam o tempo e o tempo acaba
junto com eles.

3.- Esta simples exposição do nascimento, vida e extinção do tempo basta para mostrar que ele é uma gota dágua
que cai da nuvem do mar. Cada mundo tem o seu tempo, diversos e incompatíveis uns com os outros. Fora dos
mundos, somente a eternidade substitui essas efêmeras sucessões e enche a imensidade dos céus. Imensidade e
eternidade sem limites, tais as duas grandes propriedades da natureza universal.

4.- Sendo o tempo apenas a relação das coisas transitórias e dependendo unicamente das coisas que se medem,
se tomássemos os séculos terrestres por unidade e os empilhássemos aos milheiros, para formar um número
colossal, esse número nunca representaria mais que um ponto na eternidade, do mesmo modo que milhares de
léguas adicionadas a milhares de léguas não dão mais que um ponto na extensão do espaço.

5.- Se imaginarmos um número prodigioso de séculos, um número inconcebível, ainda assim, esse amontoado de
séculos seria como se não existisse: diante de nós estaria sempre toda a eternidade. O tempo é apenas uma medida
relativa da sucessão das coisas transitórias; a eternidade não é suscetível de medição, do ponto de vista da duração.
Para ela não há começo nem fim: tudo lhe é presente.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Qual o ponto comum entre as definições de espaço e tempo?

b) Qual o conceito de tempo, segundo o espírito Galileu e adotado por Kardec?
 
O espaço e o tempo (ítem 2) - Conclusão Voltar ao estudo
 

C O N C L U S Ã O


O tempo é apenas a medida de relação das coisas transitórias. Sem elas, não existiria o tempo. Se imaginarmos
um número prodigioso de séculos, um número inconcebível, ainda assim, esse amontoado de séculos seria como
se não existisse: diante de nós estaria sempre toda a eternidade.


QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO


a) Qual o ponto comum entre as definições de espaço e tempo?

Tanto o espaço como o tempo têm em comum a sua relação com o todo infinito, ou seja, um e outro não podem ser
delimitados, nem mesmo imaginariamente. O tempo está intrinsecamente ligado à eternidade, assim como o espaço
está ligado ao infinito.


b) Qual o conceito de tempo, segundo o espírito Galileu e adotado por Kardec?

Segundo o espírito Galileu, o tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias. Perante a
eternidade, o tempo não existe, não é suscetível de medição. Para a eternidade, não há começo nem fim: tudo lhe é
presente.

O tempo surgiu com o começo da Terra, quando esta começou a se mover no espaço. Até então, a eternidade
permanecia imóvel, somente se contando o tempo com relação a outros mundos. Cessando os movimentos terrestres
que permitem medi-lo, o tempo acabaria juntamente com eles. É, portanto, apenas uma medida relativa da sucessão
das coisas transitórias. A eternidade não é suscetível dessa medição.
1998-2018 | CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo