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Antigos e Modernos Sistemas do Mundo (ítens 6 a 10) (Estudo 28 de 136)

       

1.- Desconhecendo as leis que regem o Universo e a natureza e a constituição e destinação dos astros, o homem,
durante longo tempo, considerou a Terra a coisa principal, o centro do Universo e fim único da criação. Os astros
eram considerados seus acessórios, criados exclusivamente em função dos que a habitam. As descobertas da
ciência fez mudar para o homem o conceito do mundo, embora ainda haja quem creia serem as estrelas ornamentos
do céu, sem outra finalidade que não serem vistas da Terra.

2.- Mais tarde, percebendo o movimento aparente das estrelas, o homem entendeu que isso confirmava a idéia de
uma abóboda sólida, a arrastar consigo as estrelas, em seu movimento de rotação. Essas idéias serviram como
base de crenças religiosas e dos estudos da origem e evolução do Universo.

3.- Com a percepção do movimento das estrelas e por seu retorno sempre na mesma ordem, concluiu-se que a
abóboda celeste não podia ser apenas uma semi-esfera posta sobre a Terra, mas uma esfera inteira, oca, em cujo
centro se achava a Terra, sempre chata ou, quando muito, convexa, habitada somente na superfície de cima.
Permanecia uma incógnita: qual o suporte da Terra? A esse respeito, a imaginação humana criou várias suposições,
como a dos indianos, que diziam ser a Terra sustentada por quatro elefantes brancos pousados sobre as asas de um
imenso abutre.

4.- Os estudos religiosos pagãos situavam nos lugares baixos ou nas profundezas da Terra a morada dos réprobos,
que chamavam inferno, lugares inferiores, em contra-partida aos lugares altos, morada dos bem-aventurados. A
ciência, por meio da Geologia, retirou o chamado inferno, cuja existência física ainda é acolhida por muitas religiões,
das entranhas da Terra e, através da Astronomia, demonstrou que no espaço infinito não há baixo nem alto.

5.- Na Ásia, o movimento dos astros foi observado com a exatidão que a falta de instrumentos especiais permitia,
concluindo-se que certas estrelas tinham movimento próprio, o que contrariava a idéia de que se achavam presas à
abóboda. No movimento diurno da esfera estrelada, foi notada a imobilidade da estrela Polar, em cujo derredor as
outras descreviam, em vinte e quatro horas, círculos oblíquos paralelos, uns maiores que outros, conforme a distância
em que se encontravam da estrela central. Foi o primeiro passo para o conhecimento da obliqüidade do eixo do mundo.

6.- Por outro lado, viagens mais longas permitiram se observasse a diferença dos aspectos do céu, segundo as
latitudes e as estações. A verificação de que a elevação da estrela Polar acima do horizonte variava com a latitude
abriu caminho para a percepção da redondeza da Terra. Pelo ano de 600 a.C., Tales, de Mileto, na Ásia Menor,
descobriu a esfericidade da Terra, a obliqüidade da eclíptica e a causa dos eclipses.

7.- Um século depois, Pitágoras descobre o movimento diurno da Terra sobre o próprio eixo, seu movimento anual em
torno do Sol e incorpora os planetas e os cometas ao sistema solar. Hiparco, de Alexandria (Egito), em 160 a.C.,
calcula e prediz os eclipses, observa as manchas do Sol, determina o ano trópico e a duração das revoluções da Lua.

8.- Essas descobertas, embora de grande valor para a ciência, levaram perto de dois mil anos para se popularizarem,
pois não se dispunha, à época, mais do que raros manuscritos. Ficavam, assim, restritas a alguns filósofos. que se
limitavam a ensiná-las aos seus discípulos, deixando a maioria da humanidade sem esclarecimentos e sem poder
tirar nenhum proveito delas, continuando a nutrir-se de velhas crenças.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Como os antigos sistemas do mundo viam a Terra em relação aos astros?

b) Resumidamente, como Kardec explica a evolução dessas idéias até os dias de hoje?

c) Qual a origem da crença no céu e inferno, como uma região física?

d) Como a ciência desmistificou essa crença?

 
Antigos e Modernos Sistemas do Mundo (ítens 6 a 10) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

Centro Virtual de Divulgação e Estudo
do Espiritismo - CVDEE

Estudando "A Gênese", de Allan Kardec

Estudo nº. 028-4

Capítulo V - Antigos e modernos sistemas do mundo - 2ª parte (itens 6 a 10)


C O N C L U S Ã O

Os antigos sistemas entendiam a Terra como o centro do Universo, a coisa mais importante da Criação e tudo o mais existindo em função de seus habitantes. Mesmo carente de instrumentos especiais, mais tarde, foi observado o movimento das estrelas, retificando a idéia de que elas se achavam fixas, presas numa abóbada celeste. Posteriormente, percebeu-se, através de viagens mais longas, a variação da elevação da estrela Polar acima do horizonte, o que fez concluir pela redondeza da Terra.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
a) Como os antigos sistemas do mundo viam a Terra em relação aos astros?

R - Pelos sistemas do mundo que se formaram anteriormente às revelações trazidas pelo desenvolvimento da ciência, a Terra era considerada a coisa principal, ou seja, o centro do Universo e os astros acessórios criados exclusivamente em função de seus habitantes. Nenhuma finalidade útil era-lhes reconhecida, servindo eles, tão somente, na ótica desses sistemas, como uma espécie de adornos existentes no céu, para compor a paisagem terrena. b) Resumidamente, como Kardec explica a evolução dessas idéias até os dias de hoje?

R - Aos poucos, percebeu-se o movimento aparente das estrelas, que se deslocam em massa do oriente para o ocidente, despontando ao anoitecer, ocultando-se pela manhã e conservando suas respectivas posições. Todavia, permaneceu a idéia de uma abóbada sólida, a arrastar consigo as estrelas, no seu movimento de rotação. Mais tarde, pela direção do movimento das estrelas e pelo periódico retorno delas, na mesma ordem, percebeu-se que a abóbada celeste não podia ser apenas uma semi-esfera posta sobre a Terra, mas uma esfera inteira, oca, em cujo centro se achava a Terra, sempre chata ou, quando muito, convexa e habitada somente na superfície superior.

Mais tarde, com a exatidão possível à época, notou-se que certas estrelas tinham movimento próprio, independente da abóbada celeste, desfazendo-se a idéia de que se encontravam a ela presas, que foram denominadas estrelas errantes ou planetas, para serem distinguidas das que se encontravam fixas. Observando-se o movimento diurno da esfera estrelada, foi notada a imobilidade da Estrela Polar, ao redor da qual as outras se movimentavam. Foi o primeiro passo para o conhecimento da obliqüidade do eixo do mundo. Com as viagens tornando-se mais longas, observou-se a diferença dos aspectos do céu, segundo as latitudes e as estações, chegando-se, pouco a pouco, a se fazer uma idéia mais exata do sistema do mundo.

Em 600 A.C., Tales, de Mileto descobriu a esfericidade da Terra, a obliqüidade da eclíptica e a causa dos eclipses. Um século depois, Pitágoras descobre o movimento diurno da Terra, sobre o próprio eixo, seu movimento anual em torno do Sol e incorpora os planetas e os cometas ao sistema solar. Hiparco, de Alexandria, 160 anos A.C., inventa o astrolábio, calcula e prediz os eclipses, observa as manchas do Sol, determina o ano trópico, a duração das revoluções da Lua.

Obs: astrolábio - Instrumento náutico circular, usado em Astronomia para avaliar a posição dos astros e a sua altura acima do horizonte.

c) Qual a origem da crença no céu e inferno, como uma região física?

R - A crença num céu e num inferno geograficamente demarcados teve origem nas teogonias pagãs, que tinham as profundezas da Terra como a morada dos réprobos, a que deram o nome de inferno, ou seja, lugares inferiores, destinado aos que contrariavam as leis de Deus. O céu, por essa mesma crença, era situado nas regiões superiores, além da região das estrelas, constituindo-se região habitada pelos bem-aventurados, isto é, aqueles que se portassem na Terra de conformidade com as leis divinas.

d) Como a ciência desmistificou essa crença?

R - A ciência desmistificou essa crença através da astronomia, demonstrando que inexiste no espaço lugares altos ou baixos.


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