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O Instinto e a Inteligência - 2a. parte (itens 15 a 19) (Estudo 22 de 136)

       

1. Quando observamos os efeitos do instinto observamos:
unidade de vista e de conjunto
adequação as necessidades de cada espécie
isto nos leva a refletir que para que isto ocorra é necessário que tenha havido uma unidade de pensamento, visto que mesmo entre individuos da mesma espécie existem diversidades individuais. Isto nos leva a inferir de que existiu uma causa unica que deu origem a este instinto causa essa que deve ser sábia e previdente o que nos leva mais uma vez a hipotese de que essa causa nao pode ser exclusivamente material.

2. Ao procurarmos a causa desta unicidade do instinto mais uma vez nos reportamos ao Criador. Se temos em nós a centelha divina advem daí a unicidade que gere nossos instintos. Essa solicitude é mais presente com os animais e com os seres inferiores.

3. Essa hipótese não invalida o papel dos Espiritos Protetores que atuam mais individualmente de acordo com a necessidade e as qualidades de protetor e protegido deixando a cada um a responsabilidade por seus atos.

4. Tudo o que foi colocado no estudo anterior e neste aqui sao hipoteses e como tal nao tem carater definitivo. É necessário que caminhemos mais um pouco em nossa evolucao para que possamos ter elementos suficientes para entendermos melhor a questao do uso do instinto versus inteligencia.

5. Segundo Kardec podemos definir do seguinte modo:
Inteligência: é uma faculdade especial, peculiar a algumas classes de seres orgânicos e que lhes dá, com o pensamento, a vontade de atuar, a consciência de que existem e de que constituem uma individualidade cada um, assim como os meios de estabelecerem relações com o mundo exterior e de proverem às suas necessidades. Uso da razão
Instinto: é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita, em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado. O instinto é uma inteligência sem raciocínio.
QUESTÕES PARA ESTUDO


a) lendo o item 15 deste capitulo de A Genese, o que voce entendeu desta hipótese colocada por Kardec?

b) por que esta hipótese nao invalida a teoria dos Espiritos protetores?

c) qual a conclusao que chegamos a respeito de instinto x inteligencia?

 
O Instinto e a Inteligência - 2a. parte (itens 15 a 19) - Conclusão Voltar ao estudo
 
Quanto às suas origens, a da inteligência sabemos que vem do próprio ser espiritual, fruto do pensamento contínuo e do livre-arbítrio com que Deus lhe dotou e dos quais se utiliza para desenvolvê-la gradativamente. Já com relação ao instinto, o homem ainda não possui os elementos de observação que permitam uma conclusão a respeito, limitando-se a formular hipóteses. Até lá, temos que continuar estudando as diferentes hipóteses sempre sob a ótica da razão e esperar que a verdade venha à luz.
QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Por que a inteligência protetora invisível que guia o instinto não pode provir de uma individualidade encarnada ou desencarnada?

R - No estudo sobre as hipóteses que tentam explicar a natureza do instinto, Allan Kardec, no item 15, aborda a teoria segundo a qual o instinto seria fruto de uma influência vinda do mundo espiritual, dos espíritos protetores que zelam pelos encarnados durante a vida na Terra. Considera o Codificador que essa hipótese, embora perfeitamente aceitável à luz dos ensinamentos acerca da vida espiritual trazidos pelo Espiritismo, enfrenta algumas dificuldades. Como temos visto, o instinto tem como uma de suas características ser sempre seguro, sábio e igual para todos, não falhando nunca. Este fato leva à conclusão de que é oriundo de uma unidade de pensamento, pois só ela poderia produzir um conjunto harmonioso e idêntico desde todos os tempos, com regularidade e precisão o tempo todo, o que implica numa causa geral uniforme e constante. Sendo os espíritos protetores unidades autônomas, com aptidões individuais próprias, inexistiria, no caso, uma unidade de causa, o que levaria a tantas variedades de instintos quantos fossem essas individualidades.

b) Segundo Kardec, qual seria a origem desta inteligência?

R - Não podendo, portanto, o instinto provir de entidades individuais, pois lhes falta as qualidades necessárias à produção de tal resultado uniforme nem da matéria, pois esta pode se apresentar de diferentes formas, Kardec explica que temos de procurar no mais alto a sua origem, ou seja, no próprio Criador. Formula, então, a hipótese de o instinto provir do próprio Deus, através da ação da Providência, que, segundo o Codificador, agiria por meio dos fluidos divinos de que todos os seres estão impregnados. Este fluido, infinitamente inteligente, presidiria todos os movimentos instintivos que se efetuam para o bem de cada indivíduo. Quanto menor a capacidade do indivíduo de agir por si mesmo, através de sua inteligência, com maior intensidade se manifesta essa solicitude, daí porque se mostra mais fortemente nos seres inferiores, dotados de germens de inteligência, mas que ainda não possuem o pensamento contínuo nem livre- -arbítrio pleno.

Cumpre destacar, contudo, como o faz Kardec no item 17, que todas essas teorias que procuram explicar a origem do instinto são hipotéticas, pois o homem ainda não possui os elementos de observação que permitam uma conclusão a respeito. Até lá, temos que continuar estudando as diferentes hipóteses, sempre sob a ótica da razão e esperar que a verdade venha à luz. "A solução que mais se aproxima da verdade será decerto a que melhor condiga com os atributos de Deus, isto é, com a bondade suprema e a suprema justiça", conclui o Codificador.
c) Qual a diferença entre a ação do instinto e a dos espíritos protetores?

R - A ação dos espíritos protetores, ao contrário do instinto, é individual e tem qualidades próprias, que variam de acordo com a evolução alcançada por esses espíritos. A influência sugerida pelos espíritos protetores vem de fora do ser, tem a sua origem numa outra individualidade e pode ou não ser acolhida. Depende, portanto, do uso do livre-arbítrio e da inteligência e pode ter um resultado positivo ou não. A ação impulsionada pelo instinto não passa pela inteligência, opera-se maquinalmente e seu resultado é sempre benéfico.

d) Qual a diferença entre instinto e paixão?

R - O instinto é guia sempre seguro, que vai sendo dominado pela ação da inteligência, à medida que o espírito evolui. A paixão nasce principalmente das necessidades da vida material e não produzem, ao contrário do instinto, efeitos uniformes nem seguros, variando conforme a natureza dos indivíduos. O resultado de uma ação guiada pelo instinto é sempre bom; pela paixão, nem sempre, podendo trazer conseqüências negativas para o espírito. O instinto tem sua influência diminuída por si mesmo, à medida que o ser espiritual desenvolve a inteligência; as paixões somente pelo esforço da vontade podem domar-se.
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