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Da natureza divina-2a. pte - (ítens 15 a 19) (Estudo 15 de 136)

       

1.- Deus é infinitamente perfeito. Sem o infinito das perfeições, não seria Deus, pois se poderia conceber
um ser que possuísse o que lhe faltasse. Seus atributos são infinitos, não sendo suscetíveis de aumento
nem de diminuição. Se lhe tirassem a mais mínima parcela de qualquer dos seus atributos, já não seria
Deus, pois que poderia existir um ser mais perfeito.

2.- Deus é único. A unicidade de Deus é conseqüência do fato de serem infinitas as suas perfeições. Se
houvesse outro Deus com o mesmo pensamento, a mesma vontade e o mesmo poder, confundir-se-iam,
na realidade, em um só e não haveria mais que um único. Se cada um tivesse atributos especiais, um não
faria o que o outro fizesse e não existiria igualdade entre eles, pois nenhum possuiria a autoridade soberana.

3.- Por ignorarem o princípio de que são infinitas as perfeições de Deus, os povos primitivos consideravam
divindade todo poder que lhes parecia acima das forças do homem, gerando, daí, o politeísmo. Mais tarde,
com a evolução, a razão os levou a reunir essas diversas potências numa só e, à medida que iam
entendendo a essência dos atributos divinos, retiraram dos símbolos que haviam criado a crença que
negava esses atributos.

4.- Deus não pode ser Deus sem que nenhum outro o ultrapasse, porque o ser que o ultrapassasse em
qualquer dos atributos é que seria o verdadeiro Deus. Para que isso não se dê, é indispensável que ele seja
infinito em tudo. Comprovada pelas suas obras a existência de Deus, por simples dedução lógica se chega
a determinar os seus atributos.

5.- Concluindo, podemos resumir a natureza divina afirmando que Deus é a inteligência suprema e soberana,
único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom e infinito em todas as perfeições.
Sob essa luz é que tudo existe no Universo. Orientando-se por ela, o homem não se transviará. Se há errado,
é por não tê-la seguido.

6.- Esse é o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Toda teoria, princípio, dogma,
crença ou prática que estiver em contradição com um só que seja desses atributos, ainda que minimamente,
não pode estar com a verdade. Em filosofia, psicologia, moral ou religião, só há de verdadeiro o que não se
afaste, nem um til, das qualidades essenciais da divindade. A religião perfeita será aquela cujos artigos de
fé não estejam em oposição àquelas qualidades; aquela cujos dogmas todos suportem a prova dessa
verificação sem nada sofrerem.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Por que não podemos dissociar os atributos da perfeição infinita e da unicidade de Deus?

b) Qual a importância para o homem de conhecer os atributos da divindade?

c) E para as religiões?



 
Da natureza divina-2a. pte - (ítens 15 a 19) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

Deus é a inteligência suprema e soberana, único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições. Não pode ser diverso disso. Tal o eixo sobre o qual repousa o Universo. Seguindo essa luz, o homem encontrará o farol que o guiará na busca da verdade. Sendo infinitos, os atributos de Deus não são suscetíveis nem de aumento, nem de diminuição, visto que do contrário não seriam infinitos e Deus não seria perfeito. Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o que não se afaste das qualidades essenciais da divindade.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Por que não podemos dissociar os atributos da perfeição infinita e da unicidade de Deus?

R - Porque se Deus não fosse infinitamente perfeito em todos os seus atributos poderia haver outro ser que possuísse o que lhe faltasse e aí esse o ultrapassaria e seria o Deus. Se tirássemos a mais mínima parcela de qualquer dos seus atributos, já não haveria Deus, pois que poderia existir um ser mais perfeito. A perfeição infinita de Deus resulta, em conseqüência, na sua unicidade, pois, houvesse outro igualmente portador da perfeição infinita, com ele confundir-se-ia na unidade de pensamento, resultando num só. Por desconhecer o caráter infinito da perfeição de Deus foi que o homem derivou para o politeísmo, adotado pelos povos primitivos, que davam o atributo de divindade a todo poder que lhes parecia acima daqueles inerentes à humanidade.

b) Qual a importância para o homem de conhecer os atributos da divindade?

R - Conhecendo os atributos da Divindade, o homem a reconhece como única luz à sua disposição, capaz de guiá-lo na busca da verdade e orientando-o para que nunca se transvie. Se há errado, é porque não tem seguido o roteiro indicado.

c) E para as religiões?

R - Para as religiões, esses atributos devem servir como critério infalível sobre o qual devem firmar suas teorias, seus princípios, seus dogmas e suas crenças. Toda prática religiosa que estiver em contradição com qualquer desses atributos não estará com
a verdade. A religião perfeita será aquela cujos artigos de fé nenhum esteja em oposição àquelas qualidades e cujos dogmas suportem a prova dessa verificação sem nada sofrerem.

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