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Da natureza divina (ítens 8 a 14) (Estudo 14 de 136)

       

1.- O homem nao consegue pesquisar a natureza intima de Deus pois nos faltam ainda conhecimentos que somente serão adquiridos com nossa evolução.

2.- No entanto o homem pode através de seu raciocinio chegar ao conhecimento dos atributos divinos e aceitar sua existencia e conhecer melhor as suas obras.

3.- Deus é suprema e soberana inteligencia pois é infinita como o Universo.

4.- Deus é eterno, pois nao teve começo e nem terá fim, nada existindo antes e depois Dele.

5.- Deus é imutável, como imutáveis sao suas leis.

6.- Deus é imaterial, diferente de tudo o que conhecemos e chamamos matéria e portanto nao está sujeito a transformações.
O fato de muitas vezes dizermos que Deus tem olhos ou maos ou ouvidos, assim como sua representacao como um anciao, faz parte da necessidade que ainda temos de materializar para entender Deus.

7.- Deus é todo poderoso, nada nem ninguem é mais poderoso que Ele, ou nao seria Deus

8.- Deus é soberanamente justo e bom a providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, não permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça, nem da sua bondade.



QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Pode o homem conhecer a natureza íntima de Deus? E os seus atributos?

b) Por que Deus tem que ser a suprema inteligência e eterno?

c) Por que Kardec considera atributos essenciais de Deus ser imutável, imaterial e onipotente?

d) Como se prova a soberana justiça e bondade de Deus?
 
Da natureza divina (ítens 8 a 14) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

Não é dado ao homem, ainda, conhecer a natureza íntima de Deus. No entanto, desde que entenda e aceite a sua existência, pode o homem conhecer alguns de seus atributos, o quanto lhe bastará para servir como luz que o iluminará em toda a existência. Sem conhecer esses atributos, impossível será compreender a obra da criação. Esta deve ser a base de todas as religiões, para evitar a crença em dogmas sem fundamento. As que não atribuíram a Deus a onipotência imaginaram muitos deuses; as que não lhe atribuíram soberana bondade fizeram dele um Deus cioso, colérico, parcial e vingativo.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Pode o homem conhecer a natureza íntima de Deus? E os seus atributos?

R - Para que o homem compreenda Deus é preciso que primeiro evolua até atingir um nível que o permita penetrar na essência divina. Isto somente se conseguirá quando o homem tiver se aproximado da Divindade pela perfeição alcançada, quando se despojar dos vícios e imperfeições que ainda sustenta e não mais estiver obscurecido pela matéria densa de que é composto o nosso organismo físico. Até lá, no entanto, pode o homem, conhecer alguns dos atributos da natureza de Deus, o que é possível por um simples raciocínio estabelecido por Kardec: vendo o que ele absolutamente não pode ser sem deixar de ser Deus, deduz- -se o que ele deve ser.

Quanto aos seus atributos, é possível ao homem conhecê-los e, através deles, fazer uma idéia mais próxima possível da Divindade. Sem isso, não teria como compreender a obra da criação. Esse deve ser o ponto de partida de todas as crenças religiosas.

b) Por que Deus tem que ser a suprema inteligência e eterno?

R - Se a inteligência de Deus não fosse suprema, seria limitada em algum ponto e, neste caso, poderíamos admitir a hipótese de um outro ser mais inteligente, que tivesse o que lhe falta. Se não fosse eterno, teria tido princípio ou houvera saído do nada. Como o nada não pode produzir algo, teria sido criado por outro ser anterior, existente antes dele e capaz de lhe sobreviver. Em qualquer das circunstâncias, esse ser é que seria Deus.

c) Por que Kardec considera atributos essenciais de Deus ser imutável, imaterial e onipotente?

R - Se não fosse imutável, Deus estaria sujeito a mudanças e nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo; se não fosse imaterial, estaria sujeito às transformações a que está sujeita a matéria e não seria eterno e se não fosse onipotente, não possuiria o poder supremo. Poder-se-ia, então, conceber um ser mais poderoso e esse é que seria Deus.

d) Como se prova a soberana justiça e bondade de Deus?

R - Deus não poderia ser justo e bom, relativamente. Se não possuísse esses atributos em grau supremo, infinito, todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e não haveria estabilidade na Criação. Suas obras dão testemunho da sua bondade e
da sua solicitude. A soberana bondade implica a soberana justiça, porquanto, se ele procedesse injustamente ou com parcialidade com relação a uma só de suas criaturas ou a uma só circunstância que fosse já não seria soberanamente justo e, em conseqüência, já não seria soberanamente bom.

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