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Caráter da revelação espírita (ítens 45 a 49) (Estudo 9 de 136)

       

RESUMO DOS ITENS

45. - A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio a pessoa alguma; ninguém, por consequência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo.

46. - As duas primeiras revelações, sendo fruto do ensino pessoal, ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em torno do qual a idéia se propagou pouco a pouco; mas, foram precisos muitos séculos para que atingissem as extremidades do mundo, sem mesmo o invadirem inteiramente. A terceira tem isto de particular: não estando personificada em um só indivíduo, surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação. Multiplicando-se esses centros, seus raios se reúnem pouco a pouco, como os círculos formados por uma multidão de pedras lançadas na água, de tal sorte que, em dado tempo, acabarão por cobrir toda a superfície do globo.


47. - Este aspecto, lhe dá força excepcional e irresistível poder de ação; de fato, se a perseguirem num ponto, em determinado pais, será materialmente impossível que a persigam em toda parte e em todos os países. Em contraposição a um lugar onde lhe embaracem a marcha, haverá mil outros em que florescerá. Ainda mais: se a ferirem num indivíduo, não poderão feri-la nos Espíritos, que são a fonte donde ela promana.

Ora, como os Espíritos estão em toda parte e existirão sempre, se, por um acaso impossível, conseguissem sufocá-la em todo o globo, ela reapareceria pouco tempo depois, porque repousa sobre um fato que está na Natureza e não se podem suprimir as leis da Natureza. Eis aí o de que se devem persuadir aqueles que sonham com o aniquilamento do Espiritismo.

48. - Entretanto, disseminados os centros, poderiam ainda permanecer por muito tempo isolados uns dos outros, faltando-lhes uma ligação, que os pusesse em comunhão de idéias com seus irmãos em crença. Esse traço de união, que na antigüidade teria faltado ao Espiritismo, hoje existe nas publicações que vão a toda parte, condensando, sob uma forma única, concisa e metódica, o ensino dado universalmente sob formas múltiplas e nas diversas línguas.

49. - As duas primeiras revelações só podiam resultar de um ensino direto; como os homens não estivessem ainda bastante adiantados a fim de concorrerem para a sua elaboração, elas tinham que ser impostas pela fé, sob a autoridade da palavra do Mestre.

Contudo, notam-se entre as duas bem sensível diferença, devida ao progresso dos costumes e das idéias, se bem que feitas ao mesmo povo e no mesmo meio, mas com dezoito séculos de intervalo. A doutrina de Moisés é absoluta, despótica; não admite discussão e se impõe ao povo pela força. A de Jesus é essencialmente conselheira; é livremente aceita e só se impõe pela persuasão; foi controvertida desde o tempo do seu fundador, que não desdenhava de discutir com os seus adversários.



Questões para diálogo virtual:

1 - É mais fácil crer no que lhe dizem através de uma pessoa que podemos todos ver e crer do que aquilo lhe dizem através dos espíritos quenão se vê para crer... A 1ª e a 2ª revelação vieram através de um indivíduo e são "localozáveis", enqualto que a Doutrina veio "em massa" através dos espíritos. Como explicar então tamanha simpatia pela Doutrina..

2 - No item 46, nos diz o trecho: "Multiplicando-se esses centros, seus raios se reúnem pouco a pouco, como os círculos formados por uma multidão de pedras lançadas na água, de tal sorte que, em dado tempo, acabarão por cobrir toda a superfície do globo."

Podemos entender então que a Doutrina Espírita será ou tem a tendência de ser a "religião do futuro"? A que será aceita por todos ou sua grande maioria?

3 - Pela forma como a Doutrina se "mostrou" podemos afirmar que ela não tem como morrer?

4 - Podemos dizer que o Espiritismo é uma Doutrina Universal?

5 - Quais as principais diferenças entre as 3 revelações?



 
Caráter da revelação espírita (ítens 45 a 49) - Conclusão Voltar ao estudo
 



CONCLUSÃO

A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés e a segunda no Cristo. A
terceira, não a tem em ninguém. As duas primeiras foram individuais; a terceira, coletiva.
Esse é um caráter essencial de grande importância, pois a permitiu se propagar mais
rapidamente, surgindo em vários pontos da Terra ao mesmo tempo.


QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO


1.- É mais fácil crer no que lhe dizem através de uma pessoa que podemos todos ver e
crer do que aquilo lhe dizem através dos espíritos que não se vê para crer... A 1ª e a 2ª
revelação vieram através de um indivíduo e são "localizáveis", enquanto que a Doutrina
veio "em massa" através dos espíritos. Como explicar, então, tamanha simpatia pela
Doutrina?

Uma das causas apontadas por Kardec como responsável pela rápida propagação
da Doutrina é o fato dela ter surgido simultaneamente em diversos pontos da Terra, posto
que não está personificada em uma só pessoa. Sendo fruto da manifestação dos vários
Espíritos que emprestaram seus ensinamentos, multiplicaram-se os pontos de irradiação.
Se tivesse surgido num só ponto, como obra exclusiva de um homem, talvez decorresse
muitos anos sem que ela ultrapassasse os limites do país onde começara. Devido ao
caráter de universalidade de seus ensinamentos, rapidamente se propagou.


2.- No item 46, nos diz o trecho: "Multiplicando-se esses centros, seus raios se reúnem
pouco a pouco, como os círculos formados por uma multidão de pedras lançadas na água,
de tal sorte que, em dado tempo, acabarão por cobrir toda a superfície do globo."
Podemos entender então que a Doutrina Espírita será ou tem a tendência de ser a
"religião do futuro"? A que será aceita por todos ou sua grande maioria?

No livro "O Que É Espiritismo", Kardec afirmou que o Espiritismo não tinha vindo para
ser mais uma religião, pois o mundo já possuía muitas, não precisando de mais uma. O
Espiritismo veio para esclarecer, à luz das novas leis que revela, muitos dos ensinamentos
do Cristo que ficaram perdidos na incompreensão da humanidade e para trazer outros, que
não puderam ser ministrados quando de sua passagem pela carne. Assim, devemos
entender a citação em questão como uma previsão de que a Doutrina se espraiaria por toda
a Terra, tornando seus ensinos conhecidos por toda a humanidade.

No entanto, não podemos dizer que será a religião do futuro, mas que seus preceitos,
seus postulados, serão, afinal, compreendidos e aceitos no futuro pelas religiões existentes.
Como quis dizer o Cristo, quando afirmou que haveria um só rebanho e um só pastor. Não
que todas as religiões se fundiriam, mas que todas convergiriam para uma só verdade.


3.- Pela forma como a Doutrina se "mostrou" podemos afirmar que ela não tem como
morrer?

Acreditamos que a Doutrina veio para ficar, pois elaborada por Espíritos Superiores, por
ordem de Deus, sob a direção de Jesus e codificada por um seu Missionário, Allan Kardec.
Sendo evolucionista, como explicou Kardec, ela se atualizará sempre, acompanhando o
progresso das ciências, dos costumes e das idéias, razão por que nunca estará ultrapassada.
Tem tudo, portanto, para não morrer nunca.


4.- Podemos dizer que o Espiritismo é uma Doutrina Universal?

Sem dúvida nenhuma, é uma doutrina universal, pois elaborada pela universalidade dos
Espíritos Superiores, surgindo em vários pontos do globo e através de muitos médiuns.



5.- Quais as principais diferenças entre as três revelações?

As duas primeiras revelações resultaram de um ensino direto, pois a humanidade
ainda não evoluíra o suficiente para concorrer na sua elaboração. A primeira, foi imposta
pela fé, através autoridade de Moisés; a segunda, apresentada por Jesus por meio de
seus aconselhamentos e tendo como base o amor.

A terceira revelação, sem descartar a parte divina da primeira nem todo o ensinamento
trazido pela segunda, não foi revelada por um único homem, mas por uma coletividade de
Espíritos Superiores e tem como objetivo dar continuidade aos ensinamentos da segunda
revelação, agora explicados pelas leis que regulam os fenômenos que regem o Universo.

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