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Caráter da revelação espírita (ítens 19 a 25) (Estudo 5 de 136)

       

RESUMO DOS ITENS
19. - Acusam o Espiritismo de parentesco com a magia e a feitiçaria; porém, esquecem que a Astronomia tem por irmã mais velha a Astrologia, que a Química é filha da Alquimia. Ninguém nega, entretanto, que na Astrologia e na Alquimia estivesse o gérmen das verdades de que saíram as ciências atuais.

A Astrologia se apoiava na posição e no movimento dos astros, que ela estudara; mas, na ignorância das verdadeiras leis que regem o mecanismo do Universo, os astros eram, para o vulgo, seres misteriosos, aos quais a superstição atribuía uma influência moral e um sentido revelador.

O mesmo se dá com o Espiritismo, relativamente à magia e à feitiçaria, que se apoiavam também na manifestação dos Espíritos, como a Astrologia no movimento dos astros; mas, ignorantes das leis que regem o mundo espiritual, misturavam, com essas relações, práticas e crenças ridículas, com as quais o moderno Espiritismo, fruto da experiência e da observação, acabou.

20. - O fato de poder o homem comunicar-se com os seres do mundo espiritual traz conseqüências incalculáveis da mais alta gravidade; é todo um mundo novo que se nos revela, onde a ele hão de voltar todos os homens, sem exceção.

Tal conhecimento, acarreta profunda modificação nos costumes, caráter, hábitos, assim como nas crenças que tão grande influencia exerceu sobre as relações sociais.. É uma revolução completa a operar-se nas idéias, revolução que atinge simultaneamente, pelo coração, todas as classes, todas as nacionalidades, todos os cultos.

Sendo assim, há razão para que o Espiritismo seja considerado a terceira das grandes revelações. Vejamos em que essas revelações diferem e qual o laço que as liga entre si.


21. - Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único, Soberano Senhor e Orientador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador do povo pelo qual essa primitiva fé, purificando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra.


22. - O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte.


23. - A parte mais importante da revelação do Cristo, no sentido de fonte primária, é o ponto de vista inteiramente novo sob que considera ele a Divindade. Esta já não é o Deus terrível, ciumento, vingativo, cruel e implacável de Moisés; mas, um Deus clemente, soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e dá a cada um segundo as suas obras ... É sim um Deus, que diz aos homens: «A vossa verdadeira pátria não é neste mundo, mas no reino celestial, lá onde os humildes de coração serão elevados e os orgulhosos serão humilhados.» ... «Perdoai as ofensas, se quereis ser perdoados; fazei o bem em troca do mal; não façais o que não quereis vos façam.» Enfim, já não é o Deus que quer ser temido, mas o Deus que quer ser amado.


24. - Sendo Deus o eixo de todas as crenças religiosas e o objetivo de todos os cultos, o caráter de todas as religiões é conforme à idéia que elas tem de Deus.


25. - Toda a doutrina do Cristo se funda no caráter que ele atribui à Divindade. Com um Deus imparcial, soberanamente justo, bom e misericordioso, ele fez do amor de Deus e da caridade para com o próximo a condição indeclinável da salvação, dizendo: Amai a Deus sobre todas as coisas e o vosso próximo como a vós mesmos. Não existe outra lei. Sobre esta crença, assentou o princípio da igualdade dos homens perante Deus e o da fraternidade universal.

Mas, fora possível amar o Deus de Moisés? Não; só se podia temê-lo.

A revelação dos verdadeiros atributos da Divindade, de par com a da imortalidade da alma e da vida futura, modificava profundamente as relações mútuas dos homens, impunha-lhes novas obrigações, fazia-os encarar a vida presente sob outro aspecto e tinha, por isso mesmo, de reagir contra os costumes e as relações sociais.

Questões para estudo:

a) Qual a diferença entre o Espiritismo e as antigas "ciências ocultas"?

b) Podemos considerar que a revelação trazida por Jesus veio revogar a lei mosaica?

c) Qual a diferença entre a visão de Deus apresentada por Moisés e a revelada por Jesus?

d) Que aspectos da doutrina de Jesus mais contribuem para modificar o modo do homem encarar a vida na Terra?

 
Caráter da revelação espírita (ítens 19 a 25) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

O simples fato de poder o homem comunicar-se com os seres do mundo espiritual traz conseqüências incalculáveis da mais alta gravidade; é todo um mundo novo que se nos revela e que tem tanto mais importância, quanto a ele hão de voltar todos os homens, sem exceção. É uma revolução completa a operar-se nas idéias, revolução tanto maior, tanto mais poderosa, quanto não se circunscreve a um povo, nem a uma casta, visto que atinge simultaneamente, pelo coração, todas as classes, todas as nacionalidades, todos os cultos. Razão há, pois, para que o Espiritismo seja considerado a terceira das grandes revelações.

Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único, Soberano Senhor e Orientador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador do povo pelo qual essa primitiva fé, purificando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra. O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Qual a diferença entre o Espiritismo e as antigas "ciências ocultas"?

R - Do mesmo modo que a Astronomia tem seus fundamentos na observação dos mesmos fatos observados pela Astrologia e
a Química nos fatos observados pela Alquimia, o Espiritismo, tal qual as antigas ciências ocultas, apóia-se na manifestação
dos Espíritos. Assim como a Astronomia, por intermédio de homens como Galileu, Newton e Kepler, torno conhecidas as leis que regem o mecanismo do Universo, revelando que os astros nada mais são do que simples mundos semelhantes à Terra, desfazendo-se o sentido do maravilhoso que lhes era atribuído pela Astrologia, o Espiritismo, relativamente às ciências ocultas, que se apóiam também na manifestação dos Espíritos, trouxe a conhecer as leis que regem o mundo espiritual, desfazendo práticas e crenças ridículas, através da experiência e da observação dos fatos.

b) Podemos considerar que a revelação trazida por Jesus veio revogar a lei mosaica?

R - As leis promulgadas por Moisés podem ser classificadas em duas partes: uma, é o conhecido Decálogo, base da religião cristã, revelação de origem divina, recebida por ele como profeta, denominação dada então aos portadores de faculdades mediúnicas. Recebida no Monte Sinai, lançou as bases da verdadeira fé, revelando aos homens a existência do Deus único, soberano e criador de todas as coisas. Outra parte de suas leis são de origem puramente humana, destinada a regular a vida daquele povo em sociedade. Jesus, como ele próprio afirmou, segundo a anotação dos Evangelistas, não veio revogar a lei de Moisés e, sim, dar-lhe cumprimento. Mas apenas no que se refere à lei de origem divina, que é a parte eterna, irrevogável, pois emanada da Sabedoria Suprema. A parte da lei mosaica de concepção humana, que se destinava a disciplinar aquela sociedade, era transitória e, com o progresso intelectual e moral da humanidade, tornou-se obsoleta e inaceitável. Esta parte não foi acolhida pelo Cristo.

c) Qual a diferença entre a visão de Deus apresentada por Moisés e a revelada por Jesus?

R - A maneira inteiramente nova para a época com que Jesus explicava o sentido de Deus é o ponto mais importante de sua revelação. Moisés trouxe a idéia de uma Divindade temível, ciumenta e vingativa. Cruel e implacável para com aqueles que contra ela se insurgissem; que ordena o massacre e o extermínio de povos, sem excetuar, sequer, mulheres, crianças e velhos; que castiga os que poupam suas vítimas; que pune todo um povo pelo erro de seu governante; que pune os filhos pelas faltas dos pais; que se vinga do culpado na pessoa do inocente; que privilegia um povo, presidindo aos combates para sustentar a sua causa contra a de outros povos; que consente com a escravidão de povos rivais. Enfim, o Deus mosaico era injusto e inclemente, parcial e vingativo.

Jesus ensinou um Deus diferente, justo e bom, manso e misericordioso. Que perdoa o pecador que se arrepende e dá a cada um segundo as suas obras. O Pai de todos, que estende sua proteção a todos os seus filhos, indistintamente. Um Deus que não faz da vingança uma virtude e que ordena o olho por olho, dente por dente. Mas o Deus de misericórdia, que perdoa as ofensas e que ensina a fazer o bem em troca do mal e a não fazer o que não queremos que nos façam. Jesus trouxe um Deus grande, que vê o pensamento e não a adoração formal. Já não é um Deus que quer ser temido, mas amado.

d) Que aspectos da doutrina de Jesus mais contribuem para modificar o modo do homem encarar a vida na Terra?

R - A revelação do verdadeiro Deus que a doutrina de Jesus nos trouxe, se corretamente compreendida, tem tudo para operar uma profunda modificação no modo como o homem encara a vida na Terra. Demonstra a imparcialidade da Divindade, sua soberana justiça e bondade; colocando o amor como o móvel que deve presidir as ações humanas; ensina a amá-lo sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos e estabelece o princípio da igualdade dos homens perante ele e da fraternidade universal. Esta revelação acerca da Divindade é o ponto central da doutrina de Jesus, juntamente com a da imortalidade da alma e da continuidade da vida após a morte do corpo, impondo aos homens novas obrigações. Quando corretamente compreendida, fará o homem encarar a vida terrena sob outro aspecto e o impulsionará a mudanças nos costumes e nas relações sociais.

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