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Caráter da revelação espírita (itens 7 a 10) (Estudo 3 de 136)

       

01.- Continuando nosso estudo sobre os caracteres da revelação espirita temos que
sempre que se fala em fé religiosa, vemos a chamada revelação passiva ou seja, a
revelação feita a homens privilegiados chamados de missionários através da palavra
direta de Deus ou da intuição. Todas as religiões tem seus missionários reveladores
que embora tenham conhecimento relativo da verdade, são importantes pois adequados
a época e acontecimentos que viveram ou vivem. Fazem com que as pessoas pensem
e se questionem e com isso caminhem no seu progresso espiritual. As divergências
entre as variadas religiões com o passar dos tempos tendem a desaparecer pois irão
todos convergir para o mesmo Deus e o conhecimento da imortalidade da alma. O
problema é que as religiões tem servido como instrumento de dominação e esses
profetas as usam em proveito próprio através da exploração da credulidade das
pessoas.


02.- Se Deus fala diretamente ao homem não podemos negar nem afirmar de maneira
absoluta. Sabemos que é possível mas não temos meios de provar esse fenômeno. O
que sabemos é que os espíritos perfeitos por sua proximidade com Deus podem nos
transmitir seu pensamento. Quanto aos reveladores encarnados poderão ter suas
intuições tiradas de seu próprio espirito (dependendo de seu grau evolutivo) ou através
desses espíritos superiores. Essas comunicações nada tem de sobrenatural para aqueles
que estão acostumados com os fenômenos espiritas: inspiração, audição ou visualização,
seja em sonhos ou no estado de vigília.
Assim podemos concluir que todos reveladores possuem mediunidade de inspiração,
audição e ou vidência, o que ano quer dizer que todos os médiuns sejam reveladores.
"Não creiais em todos os Espíritos, mas vede antes se os Espíritos são de Deus" ( I
Epistola de João: 4,4).


03.- O caráter essencial da revelação divina é o da eterna verdade. Toda revelação eivada
de erros ou sujeita a modificação não pode emanar de Deus. Moisés recebeu o Decálogo
por via direta. As outras leis mosaicas são de sua autoria, de acordo com a necessidade
da época e o comportamento do povo judeu. Por esta razão as leis mosaicas ficaram
defasadas e inadequadas caindo em desuso e o Decálogo continua como fonte de luz
para a humanidade até os dias de hoje. Jesus fez do Decálogo a base de sua doutrina.
Moisés e Jesus foram dois grandes reveladores. Suas revelações chegaram até os dias
de hoje o que prova sua origem divina.



QUESTÕES PARA ESTUDO E PARTICIPAÇÃO:

a) No sentido religioso, qual a característica de uma revelação?

b) Pode o homem receber diretamente de Deus uma revelação?

c) Qual a diferença entre uma revelação divina e as leis humanas?
 
Caráter da revelação espírita (itens 7 a 10) - Conclusão Voltar ao estudo
 
C O N C L U S Ã O

Uma revelação se diz religiosa quando trata, mais particularmente, das coisas espirituais que o homem não pode descobrir por meio da inteligência, nem com o auxílio dos sentidos. Todas as religiões tiveram seus reveladores. Pode haver revelações sérias e verdadeiras como apócrifas e mentirosas. Só os Espíritos puros recebem a palavra de Deus com a missão de transmiti-la. Mas sabe-se hoje que nem todos os Espíritos são perfeitos e que existem muitos que se apresentem sob falsas aparências, o que levou João a dizer: «Não acrediteis em todos os Espíritos; vede antes se os Espíritos são de Deus.» (1ª Carta, cap. IV, v. 4).

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) No sentido religioso, qual a característica de uma revelação?

R - Como vimos no capítulo anterior, o vocábulo revelação significa sair de sob o véu e é utilizado no sentido de descobrir, de dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. As ciências terrenas, materialistas, de tempos em tempos, trazem-nos revelações acerca das leis e forças que regem a matéria, como o fazem a Astronomia, a Geologia, a Física e a Química, dentre outras. No sentido religioso, contudo, o que caracteriza uma revelação é a sua natureza espiritual. Uma revelação de caráter religioso diz sempre respeito às coisas espirituais, que o homem não pode descobrir por meio da inteligência nem com o auxílio dos sentidos. O conhecimento destas coisas é permitido por Deus e é sempre feita à humanidade por intermédio de homens predispostos, seus mensageiros, considerados profetas ou messias, quer por meio da palavra direta, quer pela inspiração. Provindo de uma fonte infinitamente sábia e justa, a revelação, neste caso, implica em aceitação absoluta, sem verificação, exame nem discussão.

b) Pode o homem receber diretamente de Deus uma revelação?

R - Kardec explica que é possível ao homem receber diretamente da Divindade uma revelação, dando a entender que esta hipótese não contraria as Leis Naturais. Todavia, ressalta que nenhuma prova há neste sentido. O que não podemos duvidar é
que há Espíritos que, pela elevação já alcançada, encontram-se mais próximos de Deus, o que lhes permite assimilar os seus pensamentos para transmiti-los aos homens. Quando se trata de um revelador encarnado, pode ele tirar dos seus próprios conhecimentos o ensinamento a ser revelado ou recebê-lo de Espíritos mais elevados, mensageiros diretos de Deus.

É, pois, segundo Kardec, correto dizer-se que quase todos os reveladores são médiuns inspirados, audientes ou videntes, o que não significa que todos médiuns sejam reveladores. Daí, entretanto, não se deve concluir que todos os médiuns sejam reveladores nem, muito menos, intermediários diretos da Divindade ou dos seus mensageiros.
c) Qual a diferença entre uma revelação divina e as leis humanas?

R - O caráter essencial de uma lei revelada pela Divindade é o da eterna verdade. Sendo Deus a sabedoria plena, uma revelação eivada de erros ou sujeita a modificações não pode dele emanar. A lei do Decálogo recebida por Moisés, por exemplo, tem todos os caracteres de sua origem divina, pois perfeitas e até hoje acatadas pela humanidade. Jesus veio confirmá-las e dar-lhes cumprimento. O mesmo não se pode dizer das demais leis moisaicas, expedidas pelo legislador hebreu para disciplinar um povo ainda brutalizado. Eram leis fundamentalmente transitórias, que, em muitas ocasiões, contrariavam a Lei do Sinai. Eram obra pessoal e política daquele legislador e, desse modo, leis de natureza humanas. À medida que aquele povo foi evoluindo, os costumes foram abrandados, o uso da violência diminuindo e essas leis, por si mesmas, caindo em desuso. Sendo assim, a diferença entre uma lei de revelação divina e uma de autoria humana é que a primeira traz uma verdade definitiva, inquestionável, ao passo que segunda, provindo de uma fonte imperfeita, como o homem, carece de perfeição, sendo, pois, meramente transitória, refletindo os costumes da época.

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