Espiritismo Educação Recursos Ajuda Serviços
Estudos
Salas de Estudo      O Livro dos Espíritos      O Evangelho      A Gênese
O Livro dos Médiuns      Série André Luiz      Série Philomeno   Educar      Família      
Home > Educação
Os animais domésticos na família - nosso papo sobre (Estudo 828 de 835)

       

Convivendo com os animais desde cedo
Seu filho pede insistentemente um animalzinho de estimação e você tem dúvidas se atente ao pedido. Quer uma dica? Saiba que um animal de estimação ajudará no desenvolvimento emocional e social da criança.

Com um animal de estimação, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos. Para cada atitude dela, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança.

Um animal necessita de cuidados e a criança precisa ter responsabilidade sobre eles. Essa responsabilidade depende da idade do menino ou menina e deverá ser orientada e estimulada por um adulto.

Crianças pequenas ainda não sabem distinguir o seu bichinho de pelúcia do animalzinho de estimação e podem machucá-lo ao apertar demais, jogar para o alto ou mesmo bater para recriminar algo que o animalzinho tenha feito. Essa relação pode causar danos físicos ao animal e à criança (o gato pode arranhar ou o cachorro morder ao reagir a uma “agressão”).

Nessa situação, o adulto tem que estar sempre muito atento, procurando conversar com as crianças sobre como lidar com o animalzinho, do que ele gosta e o que pode machucá-lo.

A criança pode ficar encarregada, com ajuda do adulto, de limpar o ambiente do seu animalzinho, dar comida e fazer carinho.

Com crianças acima de 5 anos, os cuidados com seus animaizinhos podem aumentar. O filho já pode levar o bicho de estimação para passear, dar banho e até aprender alguns comandos de adestramento. Existem cursos de adestramento para o público infantil.

Aprendendo com os animais - A responsabilidade que a criança terá ao cuidar do seu animalzinho desenvolve a autonomia, afetividade e os mais diversos sentimentos como alegria, frustração e respeito.

Atenção para que os cuidados de relacionamento com o animal de estimação não se tornem uma obrigação para a criança. Ela deve estar consciente de que os animais precisam de respeito e carinho, assim como qualquer relacionamento.

O convívio com o animal de estimação influenciará nas relações futuras com os amiguinhos. A criança que convive com animais de estimação é mais afetuosa, sociável, justa e não é individualista.

Além do contato com os sentimentos que precisará para lidar com outras pessoas, o animal pode trazer a experiência com a perda. A criança aprenderá sobre o ciclo da vida, desde o nascimento até a morte e o quanto isso é natural.

Mamãe - Agora o recado é para as mamães que ficam preocupadas quanto ao risco de alergias. Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está “acostumado” com os agentes alergênicos encontrados nos animais.

Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem contato com animais não reconhece os agentes alergênicos provocando reações. Não esqueça de levar o animalzinho ao veterinário sempre para que receba os cuidados necessários e evitar doenças, sempre acompanhado de seu filho para que também escute as orientações do doutor criando assim mais responsabilidade.

Cuidados com os bichinhos - antes de escolher um bichinho, conculte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com sua possibilidades, como ambiente onde o bichinho irá viver, espaço que necessitará, necessidade de passeios, etc. Além disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenção de doenças do seu animalzinho, especialmente quanto às zoonoses (doenças que são transmitidas dos animais para o ser humano). No caso, de crianças convivendo com animais isto é muito importante, pois elas estão sempre levando a mão à boca, e o risco de contrair algum tipo de zoonose é maior.

http://guiadobebe.uol.com.br/bb2a3/convivendo_com_os_animais_desde_cedo.htm

Animais de estimação: por que não?
A maioria dos pais já presenciou seu filho pedindo insistentemente um animal de estimação. Quando isso ocorre, muitos se sentem confusos e inseguros sobre receber ou não um bichinho dentro de casa, já que ele exige cuidados e responsabilidade.

Cachorros, gatos, passarinhos e peixinhos são desejos que povoam o imaginário de grande parte das crianças. A boa notícia é que esses bichinhos podem auxiliar no desenvolvimento emocional delas.

Estudos revelam que o contato com animais pode ser uma forma de a criança aprender e exercitar elementos importantes para seu amadurecimento, como o afeto, o cuidado, o respeito e a dedicação. As responsabilidades e as exigências desses pequenos animais mostram às crianças que outros seres vivos precisam desses elementos para sobreviver. Esse aprendizado acaba sendo generalizado para os contatos de grupo e para os aspectos relacionados a si mesmo, um processo importante para o desenvolvimento da sociabilidade e da auto-estima.

Conforme a criança amadurece, ela passa a ampliar sua percepção do mundo, anteriormente voltada para si mesma e seus pais. Nesse momento, é importante que ela exercite sua capacidade de se relacionar com os outros seres, desenvolvendo as noções de respeito e dedicação, tão importantes para a convivência social.

Da mesma forma, o contato com esses animais possibilita que a criança aprenda sobre o ciclo da vida, as perdas, o nascer e o morrer e, assim, incorpore noções sobre sua própria natureza e sobre o mundo em que vive.

O desenvolvimento de condutas responsáveis por parte das crianças também pode ser estimulado por meio dessa relação com os animais. Os pais, por sua vez, desempenham um papel fundamental nesse processo, instruindo os filhos a exercerem os cuidados diários necessários à sobrevivência dos bichinhos, como, por exemplo, a alimentação regular e a higiene.

Seja qual for o animal escolhido, o segredo da boa convivência é ensinar às crianças, com muita paciência e clareza, essas “pequenas” responsabilidades, atentando ao fato de que estas não devem ser vistas apenas como obrigações, mas, muito mais, como parte do relacionamento entre a criança e seu animalzinho. Essa atitude possibilita que a criança desenvolva a noção de ética e respeito por aqueles que dependem dela, além de evitar os famosos tumultos familiares causados pela falta de responsabilidade das crianças em relação a esses bichinhos.

Assim, pais que vivenciam o conflito entre ter ou não um bichinho de estimação dentro de casa devem pensar que, quando a criança recebe a educação necessária sobre as próprias responsabilidades, esses animais podem se tornar excelentes companheiros e auxiliadores do desenvolvimento infantil.
1998-2018 | CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo