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Tema: Família e Lar(2) - nossa conversa sobre (Estudo 172 de 835)

       

Comentando o que a Ana nos colocou, vejo que o pai ou a mãe que se veêm nesta situação, precisam ter muitos
e bons amigos, um deles podemos citar sendo Jesus, pois obstáculos inúmeros serão enfrentados, como muitos
casais também enfrentam, juntos, na educação de seus filhos.
A fé, a abservação e o exemplo, vão determinar a confiança da criança para com o seu pai ou a sua mãe. Vemos
hoje várias crianças e jovens escolhendo caminhos errados, por simples falta de amparo, amor, dedicação. Seja
na criação conjunta, como no seu caso, o mais importante para o desenvolvimento sadio é a certeza que a
criança precisa ter de ser amada, compreendida; de que ela possui limites, porque alguém que a ama não
suportaria vê-la em perigo. Quanto as questões pscológicas da perda de um membro da família, eu não teria
embasamento pscológico para falar, mas ainda acredito que tudo pode ser superado acreditando-se em Deus e
tentando, dar o máximo de si, no sentido de sempre acertar.

Mil Beijos, Mari
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Intuitivamente todos os seres humanos, ao decidirem enfrentar a procriação, voluntária ou involuntariamente, buscam o apoio de um parceiro(a). Quando não o fazem, é por alguma circunstância de natureza psicológica. Vejam, por exemplo, o caso da Xuxa: é bastante provável que a sua opção por ter um filho e cria-lo sozinha decorra de sua incapacidade de confiar nas pessoas que se aproximam dela, de se entregar à elas e partilhar sua vida. Observem que, mesmo no caso de homossexuais, a tendência é sempre de ter um companheiro(a) para dividir esta imensa responsabilidade (veja o caso da Cássia Eller, para citar um famoso).
Mas, infelizmente, não é assim que as coisas acontecem. As vezes temos que enfrentar este desafio de forma mais solitária, mas não devemos desanimar. Também não devemos esquecer que o apoio pode vir não necessariamente de um parceiro(a) porém também pode vir de nosso pais, amigos, etc.
Um conselho que posso dar (tenho 4 filhos, de 9 a 27 anos de idade) é que devemos ignorar psicólogos e pedagogos. Não é que eles não conheçam o comportamento humano, porém, de um modo geral, a teoria na prática é outra. Esqueçam este papo de que pai/mãe têm que ser amigos dos filhos e que o principal é o diálogo, etc. Os filhos devem aprender, desde o início, a respeitar os pais (e até mesmo a teme-los, num certo sentido). Infelizmente, no nosso estágio de evolução espiritual, a autoridade está, em parte, calcada no temor da punição. Os pais, por definição, são os melhores amigos de seus filhos e trabalham incessantemente para o bem estar deles. O que não pode faltar nunca é a ternura. Parafraseando Che, podemos ser duros para com os nosso filhos, sem nunca perder a ternura que sentimos por eles.

Abraços,

Paulo
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Oi amigos! Que bom receber as respostas de vocês sobre as minhas indagações e muito mais, o carinho de vocês. Que Deus os abençoe.
Que bom que ninguém me mandou procurar terapeutas e psicólogos, pelo contrário, parece que encontrei sintonia com o que penso: ignorá-los um pouco (gostei do que o Paulo Disse). Até porque, tenho certeza que tenho uma grande força dentro de mim, tenho algum esclarecimento sobre muitas coisas e se não tenho, sei aonde procurar, tenho também meus pais e amigos e, acima de tudo, Jesus... porque também não podermos, de maneira alguma, pensar que somos auto-suficientes, que sabemos tudo. E depois, me perdoem se estiver sendo exagerada, mas percebo que, apesar de muitos fatos estarem a cada dia se complexificando e se tornando mais escandalosos na nossa sociedade, ainda vivemos numa sociedade conservadora, não tanto quanto aos valores, mas especialmente quanto a maneira de agir. Ficamos perplexos, mas ainda criticamos e opinamos com base em velhas formas de resolver as coisas. Para ser mais prática, cito o exemplo da Escola de Pais, que atua em todo o país, com ótimos resultados de um trabalho louvável junto às famílias, mas para nós, os pais e mães que criam seus filhos sozinhos, de uma maneira que, pelas circunstâncias tem de ser "diferente", a Escola de Pais tem um certo "limite", pelo menos em alguns lugares, onde a sociedade tem características mais conservadoras (não vamos generalizar). Sinto que alguma coisa precisa "evoluir" e tenho muita vontade de tentar construir algo nesse sentido, claro, primeiro dentro de mim mesma, para então poder ajudar a outras pessoas na mesma situação.
Gostaria muito de compartilhar essas informações com os amigos, pois me preocupa a possibilidade de "não saber o que fazer" para que minha filha seja feliz com o que eu, mãe, posso dar a ela. Vejo muitos jovens sentindo ódio do pai ausente, falta da mãe, ou um amor que não pode ser vivido, por não ter junto de si o pai ou a mãe, ou simplesmente, um vazio que eles, filhos, nem nós, mães ou pais, vamos saber como preencher... pois a sociedade e seus "padrões" (ainda que não plenamente vividos por seus membros) cobra de nossos filhos a toda hora e em todo lugar... e se eles não tiverem uma base muito sólida, vão, infelizmente, procurar outros caminhos...
E que Deus nos dê forças e que saibamos, desse momento, tirar o máximo de proveito... aliás, nada é por acaso e precisamos de serenidade e maturidade para mantermos, não só os olhos, mas todos os nossos "sentidos" bem abertos!
Um abraço a todos
Ana
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Eis, Lindinhos e Lindinhas, tudo joiiinha por aís?:)))

Tava eu aqui refletindo sobre algumas questões, estou colocando aqui pra gente papear sobre tá legal?:))

a) O que entendemos por família? Ela necessariamente tem que ser formada por pai , mae e filhos? Ou há uma concepção maior e independente desse padrao "convencional"?

b) A educação dos filhos será diferente se a família constituída for de mae(ou pai) e filho(s) daquela constituída por mae e pai e filhos juntos?

Aguardando a participaçao de vcs tá legal?:))
dia cor e amor
beijocas mineiras com carinho no coração
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a) O que entendemos por família? Ela necessariamente tem que ser formada por pai , mae e filhos? Ou há uma concepção maior e independente desse padrao "convencional"?

O Livro dos Espíritos coloca muito claramente uma distinção entre família "carnal" e família espiritual. A primeira é tido como aquela formada por parentes, consangüíneos ou não. A segunda é formada por espíritos que têm fortes afinidades entre si, e que buscam se auxiliar mutuamente na busca do progresso espiritual. A família "carnal", no sentido estrito, é formada pelos pais e filhos, às vezes se estendendo aos avós e netos. No sentido mais amplo pode ser entendida como formada pelos parentes mais ou menos próximos (tios, sobrinhos, primos, etc). Repare que a relação de filiação pode não ser necessariamente consangüínea: podemos incluir adoções, agregamentos, etc. O que eu creio que, modernamente, mais caracteriza uma família "carnal" é uma relação de dependência financeira/moral/educacional entre alguns membros (chamados "filhos") e outros (chamados "pais"), em uma estrutura hierarquizada. Assim, um casal não forma, por si só, uma família. Um pai e um filho(a) ou uma mãe e um filho(a) ou um avô e um neto(a) já formam, indubitavelmente, uma família.

b) A educação dos filhos será diferente se a família constituída for de mae(ou pai) e filho(s) daquela constituída por mae e pai e filhos juntos?

A educação dos filhos, na minha opinião, deve ser adequada à realidade de cada caso. A forma de educar os filhos, quando feita por uma mãe sozinha ou por um pai sozinho, deve ser diferente da forma de educar por pai e mãe em conjunto. Cada forma não é nem melhor nem pior que a outra, apenas diferente. Pra começar, duas cabeças pensam melhor que uma. Na educação em conjunto, os papeis podem ser melhor distribuídos, características indesejáveis de um podem ser atenuadas pelo outro, etc. Reparem que eu falo genericamente de dois educadores, não necessariamente pai e mãe: podem ser mãe e avó, mãe e avô, pai e tio, casal de "pais", casal de "mães", etc. Creio que seja um pouco mais fácil se existirem dois sexos biológicos envolvidos, porém não acredito que seja determinante. O importante, em todos os casos, é, não me canso de afirmar, combinar disciplina e ternura.

Abraços,

Paulo
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Prezados companheiros da sala,
É uma benção poder participar das discussões aqui.

a) O que entendemos por família? Ela necessariamente tem que ser formada por pai , mae e filhos? Ou há uma concepção maior e independente desse padrao "convencional"?Família em minha concepção são todos aqueles membros com laços sanguineos, pais irmaõs
avós. Mas no decorrer da vida esta familia pode ser formada de outras formas não "convencionasis".b) A educação dos filhos será diferente se a família constituída for de mae(ou pai) e filho(s) daquela constituída por mae e pai e filhos juntos?
Penso que não. Sou sozinha tenho uma filha adotiva. No futuro poderá haver algumas "lacunas" pela ausência do pai, mas procuro estar atenta ao que é passado na escola, em casa e na familia.
Busco a evangelização também, embora ela seja pequena, mas com já li em mensagem aqui mesmo,
EMMANUEL - As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda a educação, no sagrado instituto da família.
Confio nisto, e busco sempre a orientação de nossos "anjos".
E neste sentido, sou uma pessoa privilegiada, recebo muitas mensagens por sonho, verdadeiros "presentes".
Abraços fraternos,

Vera

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