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Dúvida #164 (Dúvida 1 de 7 da categoria 'Homossexualidade')

       

Caros amigos, gostaria de saber mais sobre um tema bem polêmico:o homossexualismo. Minha dúvida: Sendo um irmão nosso (homossexual), seguidor de seus deveres cristãos, atuante nas ações caridosas, pessoa que vive o amor ao próximo de verdade, praticando sempre o bem, enfim, seria a sua opção sexual, de um modo não leviano, uma ameaça ao seu desenvolvimento espiritual? Seria ele julgado por suas ações no bem ou tudo isso seria anulado por essa escolha? Ainda nesse mesmo caso,
nosso irmão seria espírita, logo, conhecedor da doutrina e da situação em que vive. Por que a união entre esses dois espíritos de mesmo sexo não poderia ser possível, se realmente verdadeira?
Voce disse que ambos, voce e o seu amigo sao espiritas, portanto sabem que no Espiritismo a questao da "culpa, do pagamento do erro ou do pecado" é encarada de forma bastante diferente das demais doutrinas religiosas ou filosóficas.
Nem a Doutrina, nem os espiritos superiores, ou Jesus, ou Deus, enfim, julgam se uma pessoa está certa ou errada e, no caso dessa ultima alternativa, a "condenam" a alguma pena. O que ocorre é a existência de Leis Divinas, válidas para todos, e que tem por objetivo final a evolução do ser, o seu aprimoramento intelectual, moral, espiritual.
As medidas decorrentes do desvio a alguma dessas Leis, se praticado pela pessoa, implicam em que outra(s) Lei(s) seja(m) acionada(s), mas visando, repetimos, nao sua punição e sim a sua evolução.
Assim, ninguém (encarnado ou desencarnado) julga uma pessoa, e sim, a própria pessoa é quem efetua seu auto-julgamento ("As leis de Deus encontram-se gravadas na consciencia de cada um") e aciona as medidas corretivas para promover sua evolução.
Segundo a Doutrina Espirita, o espírito nao possui gênero sexual. Entretanto, ainda segundo a doutrina, sabe-se que nossas encarnacoes passadas não são rigorosamente na base de 50% de vezes no lado masculino e 50% no lado feminino; quase sempre há uma preponderância numérica para um dos lados, de modo que, no estágio atual de nossa evolução, não temos uma polaridade sexual (personalidade) neutra ainda, prerrogativa dos espiritos de 1a. ordem, os chamados espiritos puros; geralmente, ou somos espiritos de polaridade masculina ou de polaridade feminina, como resultado de encarnações majoritárias num ou noutro gênero. Ensina-nos ainda a doutrina que esporadicamente, e por necessidade evolutiva, um espirito de polaridade feminina encarna num corpo fisico masculino, ou vice-versa; esse tipo de encarnacao chama-se "encarnacao inversiva". Cabe ainda esclarecer que:
a) A encarnacao inversiva nao determina necessariamente a prática homossexual; o individuo possui seu livre-arbitrio, pelo exercício do qual ele opta se será sexualmente inativo, ou heterossexual, ou ainda homossexual.
b) Nem todo homosexual é espirito necessariamente vindo em uma encarnacao inversiva; há ainda os casos daqueles de encarnação normal, mas que sofreram traumas na infância, por exemplo, como explica a psicologia; independente do motivo original, que são vários, o que prepondera sempre que a pessoa está consciente é o livre-arbitrio, pelo qual ele optou pela condição de ser sexualmente ativo, e homosexual.

Indicamos, para estudo, alguns artigos disponíveis na página do CVDEE:
http://www.cvdee.org.br/trata_artigo01.asp?IDCategoria=11

Não podemos dizer, de forma definitiva, se a escolha pela opção homosexual possa ou deva necessariamente ser considerada um erro (um mal), como você dá a entender pela sua frase "Seria ele julgado por suas ações no bem ou tudo isso seria anulado por essa escolha?" E, mesmo que o seja, ambos tipos de ações de sua vida (as boas e as más) serão devidamente julgadas no Tribunal da Consciencia, com resultados que nós, que não estamos acompanhando todo o processo, e portanto com uma visão bastante limitada da questão, nao sabemos quais serao.

Estamos acrescentando, para análise, as colocações de outrso espíritas: Divaldo Pereira Franco, Manoel Philomeno de Miranda, Jorge Andrea e Emmanuel.

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Folha Espírita - Fala-se, na atualidade, em legalização da união de homossexuais. Qual a sua opinião a respeito?
Divaldo P. Franco - o assunto transcende minha capacidade de análise, exatamente por ser uma coisa que diz respeito às legislações humanas. No entanto, do ponto de vista espírita, o indivíduo quando reencarna com a psicologia que lhe difere da anatomia recebe um convite para a tarefa de sublimação e não para maiores comprometimentos morais.
Folha Espírita - Quais seriam as conseqüências físicas e espirituais resultantes da união de dois seres do mesmo sexo?
DPF - ( ... ) me parece que o perispírito, quando elabora as formas, fá-las objetivando a reprodução. No entanto, todo abuso à Ordem resulta em desastre para quem desconsidera a lei de equilíbrio. (Folha Espírita (SP), março de 98)

(Manoel Philomeno de Miranda - Loucura e Obsessão, pág. 202)
"A facilidade com que se expressam muitos estudiosos do comportamento, propondo liberação em vez de educação, vivência no desequilíbrio que pretendem dar cor de fenômeno natural, ao revés de reajustamento, confirma o materialismo da nossa cultura hodierna.
Mais lamentável é o fato observado no conhecedor da realidade do Espírito, e que pressupostamente, tomando postura moderna, propõe que seja assumida a realidade interior e jogada no palco das paixões em desgovemo.
É certo que não recomendamos uma posição castradora, inibitiva, pois que cada qual responde pela própria ação. Todavia, conhecendo a Lei da Causalidade, cumpre-nos sugerir maior reflexão em torno dos envolvimentos emocionais e psicológicos, buscando as suas raizes na conduta anterior e intentando corrigir o que constitua conflito e dor, mediante atitude adequada no presente, que se torna uma terapêutica de eficiência para futuros resultados.

(Jorge Andréa - Forças Sexuais da Alma, pág. 132)
( ... ) A reencarnação tem caráter educativo, gerador de hábitos novos, e é instrumento disciplinante, em face dos limites que propõe pelos impositivos da evolução".
"Atender aos sentidos pelos impulsos pervertidos é desestruturar a organização do inconsciente ou espiritual, cujas reações-respostas serão sempre severas pelos processos da reencarnação, em virtude do envolvimento com as energias criativas da alma. ( ... ) Todo movimento reencamatório representará sempre uma busca de ordem e equilíbrio. Para o homossexual, existirá necessidade intransferível de vivência na castidade construtiva, a fim de encontrar a harmonia para as futuras formações corpóreas que as reencarnações podem propiciar. Somente assim haverá possibilidade de liberação e segura participação na estrutura evolutiva individual.".

(Emmanuel - Vida e Sexo, cap. 21: Homossexualidade)
"Observadas as tendências homossexuais nos companheiros reencamados nesta faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor são analisados pelo mesmo elevado gabarito de justiça e misericórdia. Isso porque todos os assuntos nesta área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um". )
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