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Dúvida #553 (Dúvida 46 de 46 da categoria 'Faculdade mediúnica')

       

Há realmente necessidade da luz vermelha p/ os grupos de
desobessessão? Quais as leis da física que corroboram esse raciocínio,
considerando os os Centros atuais não mais fazem uso dela? E as orientações
de André Luiz e Kardec? E os efeitos sobre o ectoplasma dos médiuns?

O espiritismo não necessita de nada mais do que a disposição dos espíritos para o trabalho e o seu preparo está exclusivamente ligado à reforma íntima.
Simples assim.
É o Amor que deve nos mover: amor ao próximo, a nós mesmos e a Deus em primeiro lugar e acima de tudo.
De nada mais necessitamos para trabalhar, portanto, a luz vermelha não exerce qualquer efeito no trabalho que é conduzido concomitante com a espirtualidade, pois o material utilizado pelos espíritos é o fluido universal manipulado conforme sua vontade.

Porém (sempre há um "mas" devido a nossa imperfeição), em relação a sua pergunta não podemos nos furtar de colocar outra opinião (vide Portal do Espírito), segue matéria publicada sobre o assunto:

1. (...) Dizer que o médium não deve depender de fatores externos é uma opinião pessoal que não possui base na Natureza e que deveria o quanto antes ser eliminada como peça de tropeço de muitos médiuns bons mas que não conseguem trabalhar bem mediunicamente quando o companheiro ao lado não toma banho, usa perfumes fortes, fala alto ou usa palavras grosseiras.

2. O próprio Allan Kardec nos ilustra no Livro dos Médiuns, com o episódio da tabaqueira e suas reflexões a respeito, a importância que elementos "materiais" têm como parte de um canal de comunicação e identificação. Nesse ponto, até mesmo o estilo de escrita de um determinado espírito pode ser entendido como sendo algo "material" e, no entanto, parte imprescindível do processo de identificação - como Kardec também explica. A questão das "mesas falantes" é outro episodio no qual Kardec explica a utilidade de objetos inanimados no processo de comunicação espiritual.

3. Conforme o brilhante trabalho do matemático alemão Frege em 1910, símbolos são apenas referencias e não é possível se deduzir significado a partir de símbolos. (...) Da mesma forma nos ensina Kardec: todo o mundo físico e todas as coisas são um símbolo, uma referência, e não possuem significado espiritual por si mesmos - o significado espiritual não é dedutível da referência material. O que conduz ao significado espiritual é o pensamento com confiança - onde confiança é conhecimento qualificado em sua aplicabilidade a um objetivo, por exemplo fé em Deus.

4. Passes não devem ser realmente dados sob sol forte ou iluminação forte. A ciência já comprovou a ação da iluminação sob a glândula pineal, no sentido de reduzir a sua atividade. Sendo a glândula pineal uma parte importante do processo mediúnico então é de boa lógica realizar trabalhos mediúnicos em situações favoráveis.

5. Mais ainda, sabemos que as pessoas obtêm mais ou menos do passe em função de sua própria receptividade e é em geral mais fácil meditar e orar em ambientes calmos e de pouca iluminação, sem cheiros fortes e sem movimentação. A isso a ciência correlaciona com o principio de "saturação neurológica".

6. A gesticulação natural e induzida pelo guia espiritual tem funções múltiplas, em nível físico, mental e espiritual. Ativa a circulação do médium e a sua irrigação local, conduz a uma concentração mental sobre o intercâmbio energético que utiliza as mãos como transceptor e atua espiritualmente por conduzir a uma retirada de miasmas ou a uma adição de fluidos por ação do perispírito dinamizado (ver Missionários da Luz - André Luiz, cap. "Passes").

7. a luz vermelha atua (...) em trabalhos de desobsessão, de intensidade fraca, faz com que os pacientes espirituais se sintam mais "à vontade" e se mostrem como são - o que permite sua doutrinação. (...).

8. Através das palavras, cores, perfumes, sons, mentalizações e até da presença espiritual estamos sempre usando símbolos - onde nenhum é mais significativo que outro como nos ensina Frege. Todos são referências mas, não foi a presença diária de Jesus que fez Judas Iscariotes se espiritualizar e nem foi a presença diária de seu pai físico que fez Francisco de Assis se interessar por bens materiais.

Concordamos, assim, que um símbolo não é melhor nem pior que outro, menos ou mais necessário. Porém, Deus nos ensina com a Criação que os símbolos são necessários para nós e que deles devemos dispor para auxiliar o nosso progresso e o de outros à nossa volta. Esse é o papel do centro espírita para o médium e das condições ambientes no trabalho de desobsessão. Necessários para auxiliar os fins inteligentes do trabalhador.

Para Deus, porém, nada disso é necessário - pois Deus está além da referência e além do significado. (...) E é evoluindo que nos desapegamos dos símbolos, que eles deixam de ser desnecessários para o bom trabalho espírita.

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