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| Os frameworkers (Artigo 2 de 2) |
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Carlos de Brito Imbassahy (cimba@nitnet.com.br)
De há muito, uma
terrível dúvida a respeito da formação do Universo tem pairado no domínio
científico das pesquisas, com o único objetivo de se imaginar não só o motivo
pelo qual nosso Universo tenha sido estruturado, como, ainda, saber porque ele
teria sido criado.
A primeira hipótese de trabalho
a respeito dessas preocupações nasceu quando os astrofísicos puderam perceber
como se realizava a transformação de uma estrela vermelha em um buraco negro,
com implosão de toda energia em seu entorno até sua saturação e, finalmente, sua
explosão para a formação de uma super nova.
Foi assim que nasceu a idéia do
Big-bang, ou seja, a grande explosão da qual teria partido tudo aquilo
que hoje compõe nosso espaço sideral.
Imaginaram, portanto, que um
Agente Supremo, sem ser o Deus religioso, contudo, com poderes de criação acima
do que as crenças humanas possam admitir, teria implodido toda essa energia
cósmica que se acha em expansão, a tal ponto que, como no caso dos buracos
negros (também agentes de implosão de energia), ao se saturar ou, ao se chegar a
um limite de capacidade, teria explodido, dando, então, vazão à expansibilidade
de toda energia acumulada em um fulcro central.
Os distúrbios da explosão
justificariam a formação de estruturadores capazes de fazer com que tal energia
cósmica se condensasse formando as partículas materiais e, com elas, a própria
matéria em si. Só não conseguiram nenhuma prova desta hipótese.
Os primeiros pontos de atrito
começaram a surgir quando Albert Einstein (1915) equacionou a expansão
universal, chegando à conclusão de que ela seria homogênea e o espaço sideral
seria curvo, o que se tornaria um contraste se, de fato, o Universo tivesse sido
oriundo de uma grande explosão.
Logo a seguir, o astrofísico
norte americano Edwin Powell Hubble estabeleceu uma constante de
proporcionalidade do afastamento das galáxias (1929), reformulando tudo o que,
até então se tinha como cosmofísico. Estabeleceu a teoria da expansão homogênea
do Universo, com o que viria derrubar a tese do Big-bang ante uma série de
outros fatores.
Mas foi em 1975 que Murray Gell
Mann, à frente do acelerador de partículas da Stanford University estabeleceu o
novo princípio revolucionário de que as partículas atômicas, por si só, jamais
poderiam ser formadas se, sobre a energia cósmica universal não atuassem agentes
estranhos ao domínio material e com poderes para estruturá-las.
Daí até a hipótese da existência
dos frameworkers foi uma caminhada longa.
Nunca é demais, porém, lembrar
que, ao formular em 1927 o Princípio da Incerteza, o físico alemão
Werner Karl Heisenberg observou que, partículas lançadas sobre um mesmo alvo em
idênticas condições, nem sempre obedeciam a mesma trajetória, sofrendo um desvio
anômalo sem que se pudesse saber o motivo pelo qual assim agiam.
Ele chegou a dizer que pareciam
ovelhas desgarradas com vontade própria.
Foi dessa maneira que se estabeleceu o primeiro
princípio admitindo que, sobre a energia cósmica universal atuariam agentes
externos capazes de modulá-la e dar-lhes forma dita material. Ou melhor,
dotar-lhe da tal "vontade própria".
A tese, posteriormente, foi
reforçada pelas pesquisas do Observatório Heck II do Haway ao verificar, ao
final do século XX, que a estrela Alfa Centauro estaria formando um sistema
planetário sugerindo que, em seu entorno, haveria uma ação conjunta de agentes
externos ao Universo com poderes capazes de agregar a poeira cósmica, dando
início ao sistema planetário em causa.
A Ciência está um passo de
admitir que exista um outro domínio externo ao Universo, que, para os
reencarnacionistas, seria o mundo espiritual.
Ora, se já é tácito que uma
partícula atômica não possa ser automaticamente formada pelos distúrbios do
universo sem que, sobre sua energia atue uma agente estruturador, atualmente
conhecido como frameworker, o que se dirá, então, de uma vida biológica
que, além da forma dita material apresenta um princípio de vida?
O frameworker nada mais
será, então, do que um princípio estruturador que, na evolução das formas, é
capaz de mutar-se para a vida vegetal e, numa ascendência normal, apresentar-se
como um espírito animal em suas diversas escalas zoológicas.
Em síntese, é a velha hipótese
de que tudo tenha um princípio espiritual: os minerais, apenas, estruturadores
forma. Sem vida biológica e guardando um princípio geológico de formação. Os
vegetais apresentariam um forma biológica inanimada,princípio rudimentar de
vida, dita psicofitóide. Os seres animados rudimentares teriam, em seu
lugar, os princípios espirituais ditos psicozoóides e, finalmente, os
animais, com seu espírito e seu grupo de evolução compatível com cada espécie,
até chegar à forma hominal.
É assim que se raciocina
cientificamente: o princípio é o mesmo e se repete no macro, como no micro,
guardados patamares de evolução.
Enquanto a Ciência se preocupa
com tais análises, uma grande parte de adeptos da doutrina espírita prefere
procurar a salvação pelas mais variadas formas possíveis. Poucos estão
preocupados, deveras, com o conhecimento e com as verdades espiríticas. Muitos
são os que confiam na esperança de que Jesus, de fato, seja o salvador, outros
praticam a "caridade" acintosa com o intuito de se salvarem às custas do que
pregou Kardec e alguns poucos pugnam pelo estudo doutrinário com o fito de
trazer o conhecimento da razão para que a verdade espírita triunfe, pois, sem
dúvida, os novos conhecimentos humanos já não mais comportam hipóteses
materialistas na formação universal.
Niterói, 30.abr.2001 o
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